Bom dia! O padrão da semana foi esse: a IA entrou em tudo, e o consentimento virou detalhe de rodapé. Meta, Google, todo mundo. Separei o que muda no seu dia a dia!
Mas antes, aquele pedido de sempre: abre a seção de feedback do BoleTIM e deixa o link salvo aí. No final me conta se a curadoria dessa semana foi útil pra você. Abriu? Bora pra edição!
Pensamento do dia
Talvez seja a atualização mais contraditória de todas. Um dia a Meta pede alvará e no outro qualquer pessoa pode usar sua foto. Vem entender!

Junto com o novo modelo de imagem da Meta, o Muse Image, o Instagram liberou a reutilização de fotos, vídeos e Reels de contas públicas dentro das criações com IA. Traduzindo: qualquer pessoa pode marcar um perfil público no prompt da Meta AI e gerar uma imagem realista com aquele conteúdo.
O detalhe que muda tudo: a configuração é opt-out. Em contas públicas de maiores de 18 anos, ela já vem autorizada por padrão. Você não clicou em nada. Ela simplesmente fica ligada!
E se alguém fizer isso com a imagem do seu cliente, ele não recebe notificação nenhuma. Trocar a conta de pública pra privada depois também não apaga as imagens que já foram geradas. Horas depois do lançamento, a CNET já tinha publicado uma matéria contando que usou a ferramenta pra fazer um deepfake do Instagram de uma amiga.
Como desligar essa nova funcionalidade:
➡️ Abre o perfil no Instagram e vai no Menu (as três barrinhas, canto superior direito).
➡️ Procura a seção "Como outras pessoas podem interagir com você" e entra em "Compartilhamento e reutilização".
➡️ Desativa a autorização ao lado de posts e reels.
➡️ Bônus que já vale no Brasil: no app da Meta AI, em "Configurações" e "Sua imagem", dá pra definir quem pode gerar imagem com o seu rosto (só você, seguidores aprovados, recíprocos ou todo mundo).
A funcionalidade ainda não chegou no Brasil. É exatamente por isso que vale mexer nas configurações antes de ela chegar, e não depois que o print já tá rodando no grupo de WhatsApp!
E aí, animado ou preocupado com essa atualização?
Três indicadores novos no Business Suite pra medir o Meta Business Agent. Timing suspeito, e é aí que fica interessante.

Lembra da edição passada, quando falei que a partir de 1º de agosto a Meta começa a cobrar o Business Agent por consumo de token, e que 1º de outubro toda resposta dentro da janela de 24h passa a ter preço? Pois é. Chegou a peça que faltava no tabuleiro!
Na quinta a Meta liberou três métricas novas no Meta Business Suite pra você medir o desempenho dos agentes de IA que respondem no Messenger e no WhatsApp:
➡️ Conversas com IA: total de conversas atendidas pelo agente. Toda conversa retomada depois de 24h parada conta como nova.
➡️ Contato com intenção de compra: quantas contas sinalizaram que estavam prontas pra comprar depois de conversar com o agente.
➡️ Taxa de contenção: percentual de conversas resolvidas 100% pela IA, sem precisar passar pra um humano.
A Meta diz que os dados servem pra você avaliar o desempenho do agente, achar oportunidade de melhoria e tomar decisão melhor sobre engajamento e vendas. Tudo verdade. E também é a régua perfeita pra justificar por que vale a pena continuar pagando por ele.
A que mais importa pro seu bolso é a taxa de contenção. Ela é o único número que te diz, em porcentagem, quanto do seu atendimento a máquina segura sozinha. Como a partir de outubro cada resposta humana dentro da janela vira custo, cada ponto percentual de contenção vira dinheiro no fim do mês.
O que eu faria com isso agora: se você já roda Business Agent em algum cliente, abre o Business Suite e anota a taxa de contenção de hoje. Esse é o seu número base. Em outubro, ele deixa de ser vaidade e vira linha de custo.
A Meta te deu o velocímetro dois meses antes de ligar o taxímetro.
Painel "como este anúncio foi feito" no My Ad Center. Se você usou as ferramentas do Google, o selo entra automático.

O Google criou um painel de transparência pra anúncios que usam elementos gerados por IA. Quem vê o anúncio clica nos três pontinhos e acessa um "como este anúncio foi feito", com a informação de se teve IA no meio ou não.
A parte que interessa pra quem opera conta:
➡️ Usou ferramenta de IA generativa do próprio Google? A divulgação entra automática no painel do anúncio. Sem você fazer nada.
➡️ Criou o criativo fora do Google? Aí tem um controle novo pra você mesmo sinalizar que usou IA.
➡️ A detecção roda no SynthID, a marca d'água digital do Google, somada a metadados C2PA.
➡️ Onde o selo aparece depende da legislação local. Em alguns lugares ele vai direto em cima do anúncio.
Repara na costura com a notícia do Instagram lá em cima. Semana passada os termos novos do Google Ads jogaram a responsabilidade do que a IA gera em cima do anunciante. Agora o Google constrói o carimbo que deixa isso visível pro usuário final. A conta é sua, e agora ela é pública.
Não é motivo pra pânico. Anúncio bom continua vendendo com selo ou sem selo. Mas é motivo pra conversa com cliente: ele precisa saber que o criativo dele pode aparecer com etiqueta de IA antes de descobrir isso pelo print de um concorrente.
Sol, Terra e Luna. Preços bem diferentes entre si, e escolher errado é jogar dinheiro fora todo mês.

Lembra que em junho eu falei aqui que o GPT-5.6 era rumor forte, com data que já tinha furado duas vezes? Pois é. Saiu na quinta passada! E veio diferente do que todo mundo esperava.
Não é um modelo. São três, e é aí que mora o que interessa pro seu bolso:
➡️ Sol: o topo de linha, pra raciocínio pesado e tarefa longa. US$ 5 de entrada e US$ 30 de saída por milhão de tokens.
➡️ Terra: o do meio, que entrega o que o GPT-5.5 entregava pela metade do preço. US$ 2,50 e US$ 15.
➡️ Luna: o rápido e barato. US$ 1 e US$ 6. Cinco vezes mais barato que o Sol na entrada.
➡️ Veio junto o ChatGPT Work, um agente que puxa contexto dos seus apps conectados e monta documento, planilha e apresentação.
O Altman bateu numa tecla que resume o momento: o Sol é 54% mais eficiente em token nas tarefas de código. Sabe por que ele fez questão de falar isso? Porque, nas palavras dele, toda empresa agora está olhando quanto gasta com IA e o que recebe em troca. A briga saiu do "quem é mais inteligente" e virou "quem entrega mais por real gasto".
E o que isso muda na sua rotina? Se você usa IA no operacional (gerar variação de copy, analisar planilha de conversão, resumir reunião com cliente), você provavelmente está pagando pelo modelo mais caro pra fazer tarefa que o mais barato resolve.
O jeito de resolver isso é chato e leva 20 minutos: separa suas tarefas de IA em três pilhas. Tarefa simples e repetitiva vai pro Luna. Trabalho do dia a dia vai pro Terra. Só o que exige raciocínio de verdade encosta no Sol. A maioria das operações de tráfego vive na pilha do meio e paga preço de topo.
Modelo novo não é motivo pra trocar tudo na segunda de manhã. Deixa a poeira baixar, testa com tarefa sua, e compara com o que você já paga hoje.
SMS virou asset de mensagem no Google Ads (e o setup é bem mais simples que o do WhatsApp)
Entrou na fila junto com WhatsApp, Messenger e Zalo. Com preview nativo do Google Messages e barreira de entrada bem menor.

Essa atualização é pequena, mas importante e quase ninguém comentou.
O Google Ads adicionou SMS na configuração de Message assets, ao lado de WhatsApp, Messenger e Zalo. Junto veio um preview nativo do Google Messages, com o botão "enviar mensagem" abrindo o app do próprio Google em vez de app de terceiro.
Como funciona na prática:
➡️ Você ainda precisa escrever a mensagem inicial no campo de 140 caracteres, igual aos outros canais.
➡️ As conversões de SMS entram nas metas de message asset que já existem na conta. Não é relatório separado.
➡️ O setup do número de SMS é bem menos complicado que o do WhatsApp Business, o que derruba a barreira pra rodar anúncio de mensagem.
Por que eu acho que vale o teste? Porque você acabou de ler, duas seções acima, que responder no WhatsApp vai ter preço a partir de outubro. E aqui aparece um canal de mensagem fora do ecossistema da Meta, com setup mais fácil, conversão integrada e sem janela de 24h cobrada.
Não é substituto do WhatsApp. Ninguém vai trocar o canal onde o Brasil inteiro vive. Mas ter uma segunda porta de entrada pro lead custa pouco pra testar e pode salvar o CPA de algum cliente quando a conta nova chegar.
Advogado é o cliente que todo mundo quer e ninguém sabe rodar
Guia de tráfego pago pra advocacia: o que a OAB proíbe, o que ela permite, e as campanhas que rodam sem risco de processo ético.
Deixa eu adivinhar. Você já recusou um cliente advogado. Ou pegou, rodou com medo, e ficou com aquela sensação de que a qualquer momento chega uma notificação da OAB.
A verdade é que advocacia é um dos melhores nichos que existe pra tráfego pago. Ticket alto, dor urgente, decisão rápida, cliente que fica anos. O problema nunca foi o mercado. O problema é que quase ninguém sabe onde está a linha.
Eu e o time montamos um guia completo pra você atender advogado sem chutar no escuro:
➡️ O que o Código de Ética realmente proíbe em anúncio (e o que virou lenda de grupo de WhatsApp).
➡️ Tabela de palavra por palavra: o que não pode escrever e o que usar no lugar.
➡️ Estrutura de campanha que funciona em trabalhista, previdenciário e família.
➡️ Copies prontas que filtram o público pelo criativo, sem prometer resultado.
➡️ Como rastrear o lead até o contrato assinado num nicho onde o ciclo de venda é longo.
Sem juridiquês, sem alarmismo. Direto pra quem tem budget pra gerir e cliente pra responder na segunda de manhã.
Para de recusar advogado por medo. Entra no nicho sabendo exatamente onde pisar.
📈 Seu case pode ser o próximo
Tem algum framework, resultado ou teste que deu certo?
As melhores sacadas que eu já publiquei aqui não vieram da Meta nem do Google. Vieram de gestor que testou e me contou.
Descobriu uma estrutura de campanha que funciona? Um jeito de rastrear que ninguém tá usando? Um resultado que te surpreendeu? Manda pra mim.
➡️ É rapidinho, e se render pauta eu volto pra te entrevistar.
➡️ Sua agência sai divulgada pra base inteira do BoleTIM.
