Bom dia!
Essa semana rolou muitas atualizações, testes e aquele bafafá do marketing digital... Aquele mesmo que rolou no seu Instagram.
Bora pra edição!
Pensamento do dia
O Advantage+ Creative passou a usar o seu criativo como molde e trocar só a headline. Essa atualização pode te ajudar ou piorar...

Aconteceu na terça: o Jon Loomer publicou um teste prático mostrando uma mudança silenciosa no Advantage+ Creative. Até agora, quando você deixava a Meta gerar imagem, ela partia pro abstrato e devolvia aquela coisa que dá pra identificar como IA de longe. Agora ela usa a sua imagem como molde.
Como funciona: na etapa de Texto do setup do anúncio apareceu uma coluna nova de geração de texto do Advantage+ Creative. O Loomer entrou com 5 textos principais, 5 títulos e 3 cortes de uma única imagem que já tinha texto. A Meta devolveu três ângulos diferentes, cada um com pelo menos duas opções de imagem. Oito no total.
O detalhe que muda o jogo: a Meta trocou só a headline principal de dentro da imagem. Cor, fonte, faixa de cima, ícones de baixo, tudo continuou exatamente igual. No exemplo dele, "Meta Ads Support for Agency Owners" virou "Your Meta Ads Team Just Got Bigger". Nada além disso se mexeu.
E o texto gerado melhorou de verdade. O Loomer, que historicamente bate bastante nessa função, disse que não desligou nenhuma das opções que recebeu.
➡️ Configura a sua Marca antes de usar: logo, fonte, cores, tom de texto, estilo visual e palavras restritas, na seção de Identidade do Gerenciador
➡️ Não confia cego: o próprio Loomer relatou emoji escapando e palavra bloqueada aparecendo mesmo com a regra configurada
➡️ Volume ficou barato: pra você e pro seu concorrente ao mesmo tempo
Diversificação de criativo virou pré-requisito no leilão faz tempo, e o gargalo sempre foi produção. Se a máquina te entrega oito variações partindo de um criativo que já funciona, o gargalo muda de lugar e vai pro julgamento. Alguém do seu time precisa olhar as oito e decidir quais entram.
Target CPA e Target ROAS saíram de dentro do Maximizar Conversões. E a partir de 5 de agosto tem passkey obrigatória na API.

O Google soltou várias coisas pequenas ao mesmo tempo essa semana. Duas pedem data no calendário.
Menu de lance repaginado: Target CPA e Target ROAS agora aparecem como estratégias próprias na criação de campanha, ao lado de Maximizar Cliques, Maximizar Conversões, Maximizar Valor de Conversão, Parcela de Impressão e CPC Manual. Antes você escolhia Maximizar Conversões e depois aplicava a meta por cima. A mecânica continua a mesma. O que muda é a chance de errar no setup. Especialistas apontam que isso pode ser preparação pras mudanças de lance já marcadas pra 17 de agosto.
Passkey obrigatória: a partir de 5 de agosto, novos tokens de refresh do OAuth na API do Google Ads passam a exigir autenticação por passkey. Tokens que já existem continuam funcionando. A exigência vale também pra Editor, Scripts e Looker Studio, e passkey nova pode cair numa janela de sete dias de confiança. Se a sua operação tem script rodando ou dashboard puxando dados, avisa quem cuida disso.
➡️ Cliques com detalhe: alguns relatórios ganharam cliques em produto e cliques fora do produto (nome da loja, título, CTA)
➡️ Rótulos de IA: chegando no asset studio, com divulgação em Ads, DV360 e Merchant Center
➡️ Imagem de referência: agora dá pra subir um arquivo seu pra IA gerar criativo no seu estilo em vez de depender só do prompt
O Google está separando o que é meta do que é estratégia e etiquetando o que saiu de IA. As duas coisas caminham pro mesmo lugar: menos margem pra você dizer que não sabia.
Assinatura de produto, teste de programa pago e US$ 4,9 bilhões de GMV em um trimestre. A plataforma saiu da caça ao impulso.

Rodou nos grupos essa semana: o TikTok Shop liberou assinatura de produto pra vendedores selecionados nos Estados Unidos e começou a testar um programa pago chamado TikTok Shop Plus.
A assinatura funciona no nível do item, não da plataforma inteira. O vendedor oferece desconto de recompra de 5%, 10%, 15% ou 20%, e o comprador assina a reposição daquele produto específico. Já cobre categorias como beleza, alimentos e bebidas, saúde, casa, cuidados pessoais e pet.
O Shop Plus é a parte que lembra Prime na hora: testes com mensalidade de US$ 6, US$ 10 e US$ 15, entregando frete grátis, desconto e cupom exclusivo.
O número que sustenta a conversa toda: US$ 4,9 bilhões em vendas nos Estados Unidos só no primeiro trimestre de 2026, cerca do dobro do mesmo período do ano anterior, segundo dados da Charm.io publicados pelo Wall Street Journal.
➡️ Projeção da EMARKETER: o comércio do TikTok nos EUA pode passar de US$ 23 bilhões em 2026 (a Amazon roda perto de US$ 500 bi)
➡️ A régua de logística apertou: rastreio válido em pelo menos 95% dos pedidos e entrega no prazo em pelo menos 80%
➡️ Quem não bate a régua perde alcance e pode levar limite de pedidos
Vídeo viral resolve o primeiro pedido. A briga agora é pelo segundo. Se você gerencia tráfego pra e-commerce, isso mexe na métrica que você defende na reunião de resultado: recompra entra na conversa e CPA de primeira venda para de ser o único número da mesa.
A Wired achou threads públicas indexadas no Google e no Bing. O detalhe técnico por trás disso vale pro site dos seus clientes também.

Saiu na terça: a Wired publicou que conversas do Claude estavam aparecendo em resultados do Google, do Bing e de outros buscadores. Tinha assunto sensível no meio, de política a saúde.
Antes de você fechar o app correndo, um esclarecimento importante: o Claude permite criar um link público pra um trecho específico de conversa, aquele botão de compartilhar snapshot. Foram essas URLs públicas que entraram no índice. Um comando site: em claude.ai/share devolvia centenas de threads no fim de semana. Os resultados já foram removidos.
O Google respondeu, por meio de porta-voz, que nenhum buscador controla quais páginas são publicadas na web e que a plataforma respeita as diretivas de quem é dono do site. Bing e Anthropic não comentaram com a Wired.
A parte prática pra rotina: se você compartilha thread de IA com cliente ou com o time, trata aquele link como página pública, porque é isso que ele é. E vale rodar um site: no domínio dos seus clientes só pra ver o que aparece.
Testamos a automação da Meta que promete imitar o Manychat (e tenho veredito)
A Caixa de Entrada do Business Suite ganhou automação por palavra-chave. Custo zero, cinco minutos de setup e três pegadinhas escondidas na Central de Ajuda.

O Business Suite ganhou automações dentro da Caixa de Entrada, e o mercado já apelidou de Manychat da Meta. Testamos pra te contar onde funciona e onde trava.
Primeiro detalhe: vem desativado. Se você não entrar e ligar, não acontece absolutamente nada. Ligar leva uns cinco minutos: você escolhe a palavra-chave, escreve a mensagem e salva.
Como funciona: quem comentar a palavra-chave recebe uma DM automática de até 1000 caracteres. Dá pra anexar mídia e ainda responder o comentário publicamente, com até 500 caracteres, o que empurra alcance no post. Até aqui, parecido com o que você já faz hoje.
Os prós: custo zero, automação oficial da plataforma (logo, menos risco pra conta), configuração sem integrar ferramenta nenhuma e personalização com nome, link da página, site e telefone.
Os contras aparecem quando você tenta usar de verdade: é uma mensagem só, sem fluxo, sem condicional e sem follow-up. Sem tag, sem lista e sem exportar contato. Sem relatório, então você não descobre quantos receberam nem quantos clicaram. A palavra-chave diferencia maiúscula de minúscula, ou seja, você pede "EU QUERO", a pessoa comenta "eu quero" e não dispara. E o limite é de cinco palavras por automação.
Fomos atrás na Central de Ajuda e achei três coisas que ninguém está falando:
➡️ Palavra-chave personalizada só funciona no desktop por enquanto, então nem adianta procurar no celular
➡️ Ativar o Meta Business Agent pausa todas as automações que você já tinha rodando
➡️ Automação de modelo ligada junto com a personalizada? A Meta envia a do modelo e descarta a sua
Esse segundo item é o que mais me preocupa. Muita gente vai ligar a IA achando que somou recurso e vai desligar o que já estava funcionando, sem aviso na tela.
A diferença está no que acontece depois do primeiro contato. A Meta manda a DM e encerra ali. O Manychat guarda o contato, segmenta, volta pra quem sumiu e mostra quantos clicaram. A ferramenta inteira continua de pé, e o que a Meta copiou foi um botão dela.
Meu time montou um post completo no nosso Instagram com mais detalhes pra você ler e compartilhar.
Lançamento já era? A treta da semana diz mais sobre o mercado do que sobre o Érico
Uma análise no Instagram mexeu com nomes grandes do digital e virou defesa coletiva. Dá pra tirar coisa útil sem escolher lado.

Se você abriu o Instagram essa semana, você viu. A criadora @lucureau publicou uma análise de posicionamento de grandes players do digital, com o Érico Rocha no meio, e a coisa cresceu. Ele respondeu com vídeo. Vários nomes grandes saíram em defesa dele. E a pergunta que sobrou foi a de sempre: lançamento morreu ou não?
O pensamento do dia lá em cima é dele, aliás. Difícil achar frase que caiba melhor na semana.
Minha leitura, em uma frase: ela viu uma camada.
A camada que ela analisou é a vitrine (e olha que eu trabalho com social media há 8 anos). Perfil, frequência de post, lifestyle, tom da resposta em vídeo. Ali tem observação justa, tanto que ele mesmo já ajustou, reduzindo lifestyle e voltando a mostrar operação, time e bastidor de estúdio. Só que embaixo da vitrine tem uma camada que quase ninguém comenta, e é nela que está o que interessa pra quem compra mídia: o negócio em si.
O legado dele é maior do que o perfil dele. O Érico foi quem trouxe pro Brasil, em escala, a ideia de vender por evento em vez de vender por anúncio solto. Antes disso, o mercado brasileiro pensava em tráfego, página de vendas e torcida. Depois dele, passou a pensar em audiência aquecida, sequência, promessa, data e lote. Praticamente todo gestor que trabalha com infoproduto hoje usa vocabulário que nasceu ali, inclusive quem critica. Inclusive eu.
E os números que ele mostrou no vídeo sustentam o argumento: 513 faixas-pretas formados, mais de 1.700 alunos que fizeram 6em7 e mais de R$ 1 bilhão faturado pelos alunos no último ano. Método que se repete nesse volume não sobrevive de sorte.
E sim, a gente aplica alguns métodos dele na operação do Tintim até hoje. Vendemos software, o que está a quilômetros de distância de lançamento de infoproduto, e mesmo assim o que ele ensinou continua rodando por aqui:
➡️ Aquecimento antes de oferta funciona em qualquer canal, inclusive numa sequência de disparos de WhatsApp, por exemplo
➡️ Escassez com data real converte. Escassez inventada queima lista e você paga a conta na campanha seguinte
➡️ Promessa específica vende mais que promessa grande
➡️ Lote e evento existem pra criar decisão. Quando viram só barulho, o CPA sobe e o reembolso vem junto
O que a gente evita é o exagero que o mercado inteiro adotou em várias Black Friday's e depois colocou na conta do formato: ancoragem absurda daquele tipo R$ 120 mil virando R$ 7 mil, bônus empilhado que ninguém usa e reabertura de vaga "excepcional" que a audiência já decorou.
O formato continua vivo e vendendo. A versão dele que dependia de exagero pra performar é que ficou insustentável, porque a audiência aprendeu a ler oferta mais rápido do que o mercado aprendeu a fazer oferta melhor.
