Bom dia!
Aconteceu. Depois de meses de rumor, o anúncio dentro do ChatGPT chegou no Brasil. No dia 4 de agosto começou a aparecer pros usuários e, dois dias depois, a OpenAI liberou o gerenciador pra qualquer empresa daqui. Nasceu um leilão novo.
Bora pra edição!
Pensamento do dia
O piloto ligou no dia 4 de agosto pros planos Free e Go. Dois dias depois, qualquer empresa brasileira já podia criar campanha. Foi rápido.
No dia 4 de agosto de 2026, a OpenAI ligou o piloto de anúncios no Brasil. A publicidade aparece pra maiores de 18 anos nos planos Free e Go. Quem paga Plus, Pro, Business, Enterprise ou Education segue sem ver nada. O Brasil virou o oitavo mercado do formato e tá no top 3 de usuários semanais do ChatGPT, junto com Estados Unidos e Índia.
Como funciona: o anúncio aparece identificado como patrocinado, abaixo da resposta, e só quando a pergunta tem intenção comercial. Segundo a OpenAI, cerca de 20% das buscas têm essa intenção. Pergunta pessoal e conselho de relacionamento ficam de fora. A resposta em si continua sendo gerada sem influência do anunciante, que recebe só dado agregado de visualização e clique, sem acesso à conversa.
No dia 6 veio o segundo movimento: e-mail da OpenAI avisando que o Ads Manager Beta tá liberado pra qualquer empresa com sede no Brasil. Interface em português, com campanha, grupo de anúncios, conversões, públicos, feed de produtos e relatório. Self-serve mesmo, sem depender das agências que abriram o piloto (BETC Havas, Monks, Omnicom, Publicis e WPP).
E a plataforma ganhou recursos de performance na mesma leva: campanha oCPC em beta (você paga por clique, o sistema otimiza pra conversão), carrossel de produtos em teste e o Advanced Matching automático virando padrão dos pixels a partir do dia 17 de agosto.
➡️ Quem vê: maiores de 18 nos planos Free e Go. Menos de 3% dos 900 milhões de usuários semanais pagam assinatura, então o inventário é gigante
➡️ Self-serve disponível: qualquer empresa com sede no Brasil consegue criar conta no gerenciador
➡️ AAM vira padrão dia 17 de agosto: se você já configurou pixel por lá, revisa antes se prefere desativar
A conta de quem aprende o canal cedo é outra. Guarda essa edição.
A partir de 1º de setembro, campanha com ativo automático ou broad match de campanha sobe pro AI Max sozinha.

Anunciantes começaram a receber e-mails avisando: a partir de 1º de setembro de 2026, campanhas de Search que usam Automatically Created Assets (os ativos criados automaticamente) e/ou a correspondência ampla no nível da campanha serão atualizadas automaticamente pro AI Max.
O Google diz que vai espelhar a configuração atual: quem usa ACA ganha AI Max com correspondência de termos de pesquisa e personalização de texto ligadas. Quem usa broad match de campanha ganha AI Max com correspondência de termos ligada.
Traduzindo o movimento: o AI Max deixa de ser opt-in e vira o caminho padrão. Detalhe do comunicado oficial: a migração dos Dynamic Search Ads foi adiada pra fevereiro de 2027 depois do feedback dos anunciantes, mas ACA e broad match entram já em setembro.
➡️ Quem é afetado: campanha de Search com ACA ou broad match no nível de campanha
➡️ O que liga sozinho: correspondência de termos de pesquisa e, no caso de ACA, reescrita de texto por IA
➡️ O que fazer: depois do upgrade, abre a campanha e revisa o que ficou ativo. Query e criativo podem mudar sem você perceber
Automação que espelha sua configuração ainda é automação. Setembro chega rápido, anota a revisão na agenda.
Imagem estática aparecendo durante o vídeo em tela cheia no celular. Placement novo no radar.

O YouTube tá testando sobrepor anúncios de imagem estática enquanto a pessoa assiste vídeo na horizontal no celular. Aquele momento em que você deita o telefone pra ver melhor, que hoje passa sem formato dedicado de display.
Se o teste virar produto, nasce mais um placement dentro das campanhas de vídeo. E placement novo costuma seguir um padrão conhecido: CPM mais camarada no começo e criativo que precisa funcionar pequeno, com vídeo rodando atrás disputando atenção.
➡️ Formato: imagem estática sobreposta ao playback horizontal em mobile
➡️ Ainda é teste: sem data e sem anúncio oficial, foi avistado por anunciantes
➡️ Se escalar: fica de olho nos relatórios de posicionamento pra ver onde a verba tá caindo
Todo espaço vazio de tela uma hora vira inventário. A pergunta é só quando.
O assistente que passou 10 anos no bolso das pessoas sai de cena. E isso muda como elas perguntam as coisas.

O Google confirmou que o Assistente será descontinuado nos aparelhos Android a partir de 4 de setembro de 2026, com o Gemini assumindo o lugar como assistente padrão.
Na prática: aquele "Ok Google" passa a acionar um modelo de IA generativa. A resposta deixa de ser um comando seco ou uma lista de links e vira conversa, com contexto e follow-up.
Pro marketing, o ponto conecta com a notícia lá de cima: cada vez mais gente perguntando em linguagem natural pra uma IA, em vez de digitar palavra-chave. Presença de marca dentro de resposta de IA deixa de ser papo futurista e vira pauta de planejamento.
➡️ Data: a descontinuação começa em 4 de setembro de 2026 nos aparelhos Android
➡️ O que muda: Gemini vira o assistente padrão, com resposta gerada em vez de comando
➡️ Pra sua operação: mais um empurrão pra pensar em como sua marca aparece nas respostas de IA
Bilhões de celulares trocando busca por conversa. O funil começa cada vez mais dentro de uma IA.
Um gestor gringo passou uma semana dentro do ChatGPT Ads. O relato dele calibra sua expectativa
Jon Loomer testou o formato nos Estados Unidos e saiu com uma palavra: limitado. Vale ler antes de prometer milagre pro cliente.

Com o ChatGPT Ads abrindo aqui, fui atrás de quem já rodou campanha lá fora. Achei o relato completo do Jon Loomer, referência em Meta Ads, que passou uma semana testando o formato nos Estados Unidos. O resumo dele: simplicidade refrescante, resultado decepcionante.
O que ele encontrou:
➡️ O anúncio é minúsculo: título que corta em 24 caracteres, descrição que corta em 48 e uma imagem quadrada pequena. Pouco espaço pra convencer
➡️ O custo assusta: CPC médio entre 3 e 5 dólares e CPM na casa dos 50, otimizando só pra clique ou impressão
➡️ Seu melhor cliente fica fora do leilão: quem assina plano pago não vê anúncio. Pra muito nicho, essa é exatamente a audiência que interessa
➡️ A mensuração ainda confunde: coluna genérica de conversões, sem explicação clara de atribuição
E tem o detalhe que conecta com a notícia principal: a maior reclamação dele era a falta de objetivo de conversão. A OpenAI acabou de responder com o oCPC em beta. O produto tá evoluindo em tempo real, e o próprio Loomer lembra que tudo isso é a versão beta.
A minha leitura: entra, mas entra pequeno. Reserva um budget de teste, mede contra o seu CPA atual e documenta tudo. Em alguns meses você vai ser o gestor que já sabe operar o canal que todo mundo vai querer.
Expectativa calibrada também é estratégia. Teste documentado hoje é autoridade amanhã.
Agora dá pra medir aquisição de cliente novo sem ativar a meta de lance que mexe na campanha inteira.

Até agora, pra enxergar quantos clientes novos suas campanhas traziam, o caminho era ativar a meta de aquisição de novos clientes dentro do lance. Só que isso mexia na entrega. Quem só queria o número acabava fazendo a gambiarra clássica: "Bid higher for new customers" com valor de 0.01.

O Google liberou a opção "Report on new customers acquired" dentro de Aquisição de clientes: você mede aquisição de cliente novo sem afetar o bidding, e ganha as colunas de novos clientes e valor de novos clientes no relatório. Número na mão, campanha intacta.
➡️ O que é: relatório de novos clientes independente da estratégia de lance
➡️ Pra quem reporta pra cliente: separar receita de cliente novo e recorrente muda a conversa sobre CAC
➡️ Como usar: compara custo por cliente novo entre campanhas antes de decidir onde escalar orçamento
Relatório que separa cliente novo de recorrente vale mais que dashboard bonito. Testa na sua conta.
