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#17913/08/202612 min de leitura

O Google explica o número antes de você perguntar

Bom dia!

Uma pergunta que ficou na minha cabeça: quanto do meu trabalho é achar o número e quanto é decidir o que fazer com ele?

Ela apareceu porque o Google botou uma IA no topo do Ads e do Analytics que faz a primeira parte sozinha. Ela escreve o resumo, aponta a variação e explica o porquê antes de você abrir qualquer aba.

A resposta que eu cheguei tá lá embaixo, no primeiro bloco. Junto com uma mudança da Meta que passou batida e um ChatGPT que resolveu reservar mesa de restaurante.

Pensamento do dia

"Adapte-se ou morra." Moneyball

Resumo com IA no topo da home, dashboard que nasce de um prompt de texto e benchmark contra empresas parecidas com a sua

Novas experiências de IA no Google Ads e no Google Analytics

No dia 10 de agosto o Google anunciou um pacote de recursos com IA e agentes espalhado pelo Google Ads e pelo Google Analytics, tudo construído em cima do Gemini. A promessa é tirar de você a parte de garimpar o dado e devolver direto o que mudou.

No Analytics apareceu um resumo com IA no topo da home, contando o que aconteceu desde o seu último login: pico sazonal de venda, mudança de tráfego, essas coisas. Se um card te chamar atenção, um clique leva aquele contexto direto pro Ask Advisor pra você continuar investigando em conversa. E dá pra receber esses resumos por e-mail ou celular na frequência que você escolher.

A home do Google Ads também foi repaginada, com cards de insight personalizados pro negócio e uma caixa de prompt logo acima deles. Quer saber como a concorrência tá mexendo na sua parcela de impressão? Você pergunta ali mesmo.

A parte que mais mexe com a rotina são os Dashboards no Google Ads (Analytics vem depois): você escreve em texto o que quer ver e ele monta a visualização, com um resumo em tempo real explicando o porquê por trás do dado. E no Analytics chegou um benchmarking dentro do Ask Advisor que compara sua performance com médias anonimizadas de negócios parecidos com o do seu cliente.

➡️ Ainda é beta: disponível só em contas em inglês por enquanto, então conta em português ainda não recebeu

➡️ Tem trava de aprovação: o Ask Advisor recomenda mudança de campanha e aplica dentro do Ads, mas só depois que você aprovar

➡️ Confere o número: os resumos são gerados por IA, e a conferência continua sendo trabalho seu

Resumão da ópera: a parte operacional do relatório (montar gráfico, achar a variação, escrever o porquê) tá virando commodity dentro da própria plataforma. O que continua valendo dinheiro é a leitura de negócio em cima disso: se aquele CPA subiu por sazonalidade ou por concorrente novo no leilão, o que fazer com a informação e qual conversa você leva pro cliente. Quem entrega relatório vai precisar entregar decisão.

Vale abrir suas contas e ver se a home já mudou. Se não mudou, é questão de tempo!

Público personalizado com a opção 'somente exclusões', escolha sem volta, e o campo de exclusão do conjunto rebatizado

Meta Ads

A Meta liberou uma opção nova na criação de público personalizado. Ao subir uma lista de clientes, aparece a pergunta 'Como você vai usar esse público?' com duas respostas: usar para inclusões ou exclusões, ou usar somente para exclusões.

Se você marcar a segunda, não dá pra voltar atrás depois. Esse público não pode ser usado pra segmentar, não vira origem de lookalike e não entra em regras de valor. Por enquanto só lista de clientes é elegível.

Opção somente exclusões na criação do público personalizado

Junto disso vieram duas mudanças que explicam o movimento. O campo onde você exclui públicos dentro do conjunto deixou de se chamar 'Excluir estes públicos personalizados' e virou 'Exclusões de público personalizado legais e operacionais'. E em campanhas de Vendas apareceu a Estratégia de ciclo de vida do cliente, logo acima do local de conversão: marcando 'adquirir novos clientes', você informa quais públicos de clientes atuais devem ficar de fora.

➡️ Pra que serve: lead desqualificado, funcionário, quem pediu pra não receber mais e exclusão por questão jurídica

➡️ O que você perde: público 'somente exclusões' não gera lookalike e não aceita regra de valor

➡️ Cliente novo x cliente atual: esse caminho agora passa pela Estratégia de ciclo de vida do cliente

Se você usa lista de clientes pra excluir gente, confere qual opção sua conta tá marcando por padrão antes de a escolha virar definitiva.

Primeira mexida no Programa de Parcerias desde 2018: entrada mais cara e uma linha de corte nova pro Shorts. Quem já monetiza não perde o lugar

Mudanças no Programa de Parcerias do YouTube

O YouTube anunciou no dia 10 de agosto a primeira mexida relevante no Programa de Parcerias, o YPP, que é o programa que libera o criador a ganhar dinheiro com anúncio dentro da plataforma. É a primeira mudança grande desde 2018. São mais de 3 milhões de criadores dentro do programa hoje, e a plataforma diz que espera pagar mais em 2027 do que pagou em 2026.

Entrar ficou mais caro. Criador novo vai precisar de 8 mil horas de exibição qualificadas nos últimos 365 dias, ou 20 milhões de visualizações qualificadas em Shorts nos últimos 90 dias. Quem já está no programa não é afetado, e os requisitos de fan funding e de shopping seguem iguais.

O Shorts ganhou uma linha de corte. A partir de 1º de fevereiro de 2027, só quem tiver 10 milhões de visualizações qualificadas em Shorts nos últimos 90 dias participa da divisão de receita de anúncio e assinatura no formato. Abaixo disso o canal continua no programa ganhando com vídeo longo, e a receita de Shorts volta sozinha quando cruzar a marca de novo.

Do outro lado, o Premium Lite tá sendo expandido pra todos os países que já têm Premium. O pool de assinatura reserva 30% da receita líquida do Premium e 60% do Premium Lite, distribuído por tempo de exibição e visualização, com o criador ficando com 55% no vídeo longo e 45% no Shorts. Pra quem fica abaixo do corte, o YouTube prometeu incentivos novos: bônus de YouTube Shopping, incentivo pra publi e ganho extra por começar e crescer tendência.

➡️ Quem já monetiza: segue no programa e não precisa bater os novos números de entrada

➡️ O corte é reversível: cruzou 10 milhões de visualizações em 90 dias, a receita de Shorts volta sozinha

➡️ Termos novos: ficam disponíveis pra assinatura no YouTube Studio e valem a partir de 1º de fevereiro de 2027

Se parte da receita do seu cliente vem de Shorts, visualização em janela de 90 dias acabou de virar métrica de planejamento pra 2027.

Yelp, OpenTable e Resy plugados no chat. A pessoa descobre, escolhe e reserva no mesmo lugar da conversa

Reserva de restaurante feita dentro do ChatGPT via Yelp

No dia 10 de agosto o Yelp anunciou uma integração que leva Reservas e Lista de Espera pra dentro do ChatGPT. São milhares de restaurantes nos Estados Unidos e no Canadá, com a reserva fechada sem sair da conversa. Depois de reservar, a alteração é feita pelo Yelp. No mesmo dia o perfil oficial do ChatGPT anunciou reserva de mesa com OpenTable, Resy e Yelp.

Isso vem em cima de uma integração de conteúdo fechada em julho de 2026, que já colocava avaliação, nota, foto e dado do negócio dentro das respostas. O passo de agora é o que encosta em dinheiro.

A pesquisa Morning Consult citada pelo próprio Yelp ajuda a entender o movimento: 65% das pessoas dizem que conseguir executar uma ação, tipo reservar, em plataforma confiável importa quando usam IA pra busca local. E enquanto 65% dos americanos já usaram busca com IA, só 15% confiam 'muito' no que ela responde.

Tem um detalhe que muda a lógica do jogo: entrar nesse fluxo não depende de otimizar página nem conteúdo. Depende de qual sistema de reserva o restaurante usa. No caso, o Yelp Guest Manager.

➡️ Onde vale: Estados Unidos e Canadá por enquanto, então aqui a leitura é de tendência

➡️ O clique some: quem reserva dentro do chat não passa por link nenhum, e essa venda não aparece no seu relatório de origem de tráfego

➡️ Quem entra no fluxo: depende da ferramenta que o negócio usa, não do texto que ele escreveu

Busca local com IA tá saindo da recomendação e indo pra execução. Já vale perguntar quais sistemas seus clientes de negócio local usam pra receber pedido, reserva e agendamento.

Vi um gestor habilitando a coluna de diversidade de criativo numa conta de loja. Tava tudo em 'baixa'. E a Meta ainda mostra o que fazer

Meta Ads

Caí num vídeo de um gestor conectando numa conta de e-commerce e habilitando uma coluna que quase ninguém liga: diversidade de criativo. Resultado da conta inteira: baixa, baixa, baixa. E a conta rodava um bocado de anúncio.

A ideia por trás é simples. A Meta olha pros seus anúncios ativos e avalia o quanto eles são de fato diferentes entre si. Trocar cor de fundo e mexer numa palavra da headline não conta. O sistema lê formato, ângulo, estrutura e tema. Quando ele entende que dois criativos dizem a mesma coisa do mesmo jeito, trata os dois como se fossem um só.

O detalhe que me pegou foi outro. Quando você passa o mouse em cima do indicador, a Meta abre o motivo daquela nota e ainda mostra o que negócios parecidos com o seu estão fazendo. Referência pronta, dentro do próprio Gerenciador, sem pagar ferramenta nenhuma pra isso.

Coluna de diversidade de criativo no Gerenciador de Anúncios

Como habilitar: Gerenciador de Anúncios → Colunas → Personalizar colunas → busca por diversidade de criativo → arrasta pra visualização e salva o preset.

E por que isso pesa mais agora? Porque com o Andromeda o seu criativo virou a sua segmentação. Cada anúncio manda um sinal de com quem ele conversa. Se todos os seus sinais são iguais, a Meta tem menos fatias de público pra ir buscar. É por isso que conta com 40 anúncios parecidos escala pior que conta com 8 anúncios de verdade diferentes.

➡️ Diferente de verdade: ângulo, formato, hook, tipo de prova e estágio de consciência

➡️ Não conta como novo: cor de fundo trocada, headline reescrita e o mesmo vídeo com outra capa

➡️ Usa a inspiração: passa o mouse no indicador e a Meta explica o motivo e sugere referências do mesmo segmento

Abre uma conta sua agora e habilita a coluna!

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Tintim