Bom dia!
Você já parou pra pensar que a sua primeira mensagem no WhatsApp é o ponto mais frágil do seu funil?
Guarda essa pergunta, porque agora tem um modelo de IA lendo ela antes do seu lead.
Na mesma semana: o Instagram trocou de logo e dividiu a internet, o Google marcou a data pra apagar mais um campo do gerenciador e a Shopify soltou o número que encerra o papo sobre tráfego de IA.
Pensamento do dia
O Scam Alert baixa um modelo de IA pro celular e analisa mensagem de quem não é contato salvo. Adivinha quem manda mensagem pra quem não é contato salvo

No dia 12 de agosto de 2026 a Meta abriu os bastidores do Scam Alert, o sistema que vai avisar o usuário do WhatsApp quando uma mensagem parecer golpe. Ainda está em beta e é opcional, mas o desenho já está fechado.
Como funciona. Quem ativa baixa um modelo de aprendizado de máquina pro próprio aparelho. Ele lê as mensagens que chegam de quem não está nos contatos e cruza com padrões conhecidos de golpe. Nenhum conteúdo de mensagem sai do celular, e nada é reportado automaticamente pra Meta. Se o modelo achar que é golpe, aparece um aviso dentro da conversa, visível só pra quem recebeu. Aí a pessoa decide: bloquear, denunciar ou seguir conversando. Se achar que o aviso está errado, marca a conversa como confiável e ele some pra sempre.
A Meta diz que o modelo foi treinado em conversas de golpe reportadas por usuários e que classifica com base em estrutura de conversa e sinal linguístico. Guarda essa frase, porque é ela que muda o seu jogo.
➡️ O gatilho não é só link: o modelo olha estrutura de conversa e jeito de escrever
➡️ Você fica no escuro: o aviso aparece só pra quem recebe e nunca chega até você
➡️ Dá pra desfazer: a pessoa marca a conversa como confiável e o aviso some pra sempre
A sua primeira mensagem sempre foi o momento mais frágil do funil. Agora tem um modelo treinado lendo ela antes do seu lead.
Cinco mil comentários depois, a internet segue dividida entre quem amou e quem achou horrível

No dia 13 de agosto de 2026 o Adam Mosseri, chefe do Instagram, publicou no Threads a primeira imagem do novo logo. A justificativa dele foi direta: o desenho tinha mais de uma década e parecia datado, e a versão nova ficou mais nítida e mais moderna, mantendo referência ao original.
Junto veio o sistema de marca inteiro, com fontes, ícones e formatos novos, publicado no blog de design da Meta.
E aí começou a farra. Os posts do Mosseri no Instagram e no Threads passaram de 5 mil respostas somadas, com o público dividido em dois times bem definidos. De um lado, quem achou limpo e moderno. Do outro, quem cravou que ficou pior, e a queixa campeã foi a fonte: o "r" ficou parecendo um "z".
Tem ainda um terceiro time, o mais divertido de ler: gente usando o comentário pra avisar que não liga pra esse tipo de atualização e que só queria ver post de quem segue.
➡️ O que muda no app por enquanto: o título lá em cima. Só isso
➡️ No Gerenciador: nada. Entrega, formato e criativo seguem exatamente iguais
➡️ Veio pacote completo: fonte, ícone e formatos novos entraram junto no sistema de marca
E você, é do time das pessoas que gostaram ou do time que odiou? Eu, particularmente, gostei.
O campo desaparece de Pesquisa e de AI Max. Quem passa a decidir o idioma é o texto do seu anúncio e a sua página de destino
Saiu no dia 13 de agosto de 2026 pela equipe da API do Google Ads e foi reforçado no dia seguinte pela Ginny Marvin, porta-voz de produto de Ads: a partir do fim de setembro de 2026, a configuração de idioma no nível da campanha deixa de existir em campanha de Pesquisa e de AI Max para Pesquisa.
Quem decide agora. O Google passa a se guiar pelo idioma do seu anúncio e da sua página de destino, cruzado com o que ele já sabe sobre quais idiomas a pessoa entende. E tem um detalhe grande escondido aí: se o Google entender que alguém fala dois idiomas, anúncio em qualquer um dos dois fica elegível pra aparecer.
O Performance Max fica no meio do caminho. Pro inventário da Pesquisa, a configuração de campanha deixa de valer e passa a funcionar igual à Pesquisa comum. Pros outros canais, como YouTube, Display, Discover e Gmail, a configuração continua valendo normalmente.
➡️ Fim de setembro: o campo some de Pesquisa e de AI Max para Pesquisa
➡️ Performance Max: perde o campo pra Pesquisa, mantém pra YouTube, Display, Discover e Gmail
➡️ Já era pra ter acontecido: o Google anunciou a mesma remoção em agosto de 2025, com prazo pro fim daquele ano, e furou
Isso te afeta ou não? Se a sua conta inteira roda em português pra público no Brasil, a mudança passa em branco e você nem vai sentir. O barulho é pra quem usava idioma como filtro: cliente que quer falar só com estrangeiro morando aqui, conta que atende brasileiro nos Estados Unidos ou em Portugal, campanha que separava público bilíngue. Esse filtro acabou, e o único controle que sobra é o idioma que você escreve no anúncio e na página.
O Google já marcou essa data uma vez e não cumpriu. Vale se preparar sem sair desmontando estrutura antes de a coisa acontecer de verdade.
A Shopify abriu os números das lojas da plataforma e derrubou a tese de que a IA comeu a busca. A pizza inteira cresceu

No dia 13 de agosto de 2026 a Shopify soltou os dados de tráfego das lojas da plataforma no segundo trimestre. As sessões que chegaram vindas de IA cresceram 197% na comparação anual, e sessões e pedidos vindos de IA quase triplicaram em praticamente toda categoria de produto.
Só que aqui vem a parte que ninguém esperava: a busca orgânica sozinha ainda mandou mais tráfego pras lojas do que todas as plataformas de IA somadas. E ainda cresceu 12%, em cima de uma base muito maior.
Onde a IA ganha de verdade. Em categoria que exige comparar antes de comprar, com especificação, compatibilidade e review, o visitante que chegou pela IA converteu cerca de duas vezes mais que o visitante do orgânico. Em categoria de gosto pessoal, o orgânico continua sendo o canal maior de descoberta, mas a IA trouxe cerca de 1,3 vez mais cliente de primeira compra.
E tem o dado que a maioria vai ignorar: quando a IA leu o catálogo estruturado da própria Shopify, em vez de um feed raspado de terceiro, a conversão desse visitante dobrou. Ficha técnica bem preenchida virou variável de performance.
➡️ O resumo do CTO da Shopify: a pizza inteira cresceu, ninguém comeu a fatia do outro
➡️ Ficha técnica virou canal: dado estruturado de catálogo dobra a conversão de quem chega pela IA
➡️ Cuidado com o número: a Shopify não abriu quantas lojas entraram na conta, então trata como direção e não como benchmark
Se o seu cliente vende produto que precisa ser comparado antes de comprar, a ficha técnica dele parou de ser trabalho de estagiário e virou canal de aquisição.
Agora você escolhe a janela de conversão, e isso muda o número que você leva pra reunião
O Analytics parou de te dar uma listinha fechada de opções. Se o seu cliente tem ciclo de venda longo, isso resolve uma briga antiga
Fui mexer numa conta e esbarrei nessa mudança sem nem estar procurando. O Google liberou janela de conversão personalizada no Analytics.
Antes você escolhia dentro de uma listinha: conversão por clique só aceitava 1, 7, 14, 30, 60 ou 90 dias, e conversão por visualização engajada era travada em 3 dias, ponto final. Agora clique aceita qualquer número de 1 a 90 dias e visualização engajada aceita de 1 a 30. Você digita o número que quiser.
Onde mexer: Analytics, aba Publicidade, Gerenciamento de conversões, Configurações. A mesma configuração também aparece na interface do Google Ads vinculado.
Por que eu comemorei: minha implicância de sempre é que a janela padrão nunca bate com o ciclo de venda real do cliente. Imóvel, curso caro, B2B, procedimento estético. O lead fecha em 45 dias e o relatório corta em 30. Aí a campanha que gerou a venda aparece magrinha no painel e você entra na reunião defendendo verba por causa de uma configuração que nem era sua.
O caminho contrário também acontece, e esse dói no bolso do cliente: e-commerce de impulso rodando com janela de 90 dias infla o crédito da campanha, e você segue colocando verba em algo que só pegou carona numa venda que já ia acontecer.
Como eu faria hoje:
➡️ Começa pelo CRM: olha a mediana de dias entre o primeiro clique e a venda fechada
➡️ Configura em cima desse número: e não no que veio de fábrica
➡️ Anota a data da mudança: histórico antes e depois deixa de ser comparável
Mexer na janela de atribuição não cria venda nenhuma. Só para de esconder as que já aconteceram.
