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#18017/08/202612 min de leitura

O WhatsApp vai marcar sua mensagem como possível golpe

Bom dia!

Você já parou pra pensar que a sua primeira mensagem no WhatsApp é o ponto mais frágil do seu funil?

Guarda essa pergunta, porque agora tem um modelo de IA lendo ela antes do seu lead.

Na mesma semana: o Instagram trocou de logo e dividiu a internet, o Google marcou a data pra apagar mais um campo do gerenciador e a Shopify soltou o número que encerra o papo sobre tráfego de IA.

Pensamento do dia

"Evitar riscos é arriscado!" A Vaca Roxa, Seth Godin

O Scam Alert baixa um modelo de IA pro celular e analisa mensagem de quem não é contato salvo. Adivinha quem manda mensagem pra quem não é contato salvo

Aviso do Scam Alert dentro de uma conversa do WhatsApp

No dia 12 de agosto de 2026 a Meta abriu os bastidores do Scam Alert, o sistema que vai avisar o usuário do WhatsApp quando uma mensagem parecer golpe. Ainda está em beta e é opcional, mas o desenho já está fechado.

Como funciona. Quem ativa baixa um modelo de aprendizado de máquina pro próprio aparelho. Ele lê as mensagens que chegam de quem não está nos contatos e cruza com padrões conhecidos de golpe. Nenhum conteúdo de mensagem sai do celular, e nada é reportado automaticamente pra Meta. Se o modelo achar que é golpe, aparece um aviso dentro da conversa, visível só pra quem recebeu. Aí a pessoa decide: bloquear, denunciar ou seguir conversando. Se achar que o aviso está errado, marca a conversa como confiável e ele some pra sempre.

A Meta diz que o modelo foi treinado em conversas de golpe reportadas por usuários e que classifica com base em estrutura de conversa e sinal linguístico. Guarda essa frase, porque é ela que muda o seu jogo.

➡️ O gatilho não é só link: o modelo olha estrutura de conversa e jeito de escrever

➡️ Você fica no escuro: o aviso aparece só pra quem recebe e nunca chega até você

➡️ Dá pra desfazer: a pessoa marca a conversa como confiável e o aviso some pra sempre

Resumo da ópera: Se você roda campanha de Clique para WhatsApp, o primeiro contato com o lead é exatamente uma mensagem de número não salvo. E copy de venda agressiva divide muito padrão com copy de golpe: urgência empilhada, link encurtado, promessa de dinheiro rápido, pedido de dado logo na primeira linha. Vale abrir a sua mensagem de abertura e ler ela como se você fosse um desconhecido recebendo às onze da noite.

A sua primeira mensagem sempre foi o momento mais frágil do funil. Agora tem um modelo treinado lendo ela antes do seu lead.

Cinco mil comentários depois, a internet segue dividida entre quem amou e quem achou horrível

Novo logo do Instagram apresentado por Adam Mosseri

No dia 13 de agosto de 2026 o Adam Mosseri, chefe do Instagram, publicou no Threads a primeira imagem do novo logo. A justificativa dele foi direta: o desenho tinha mais de uma década e parecia datado, e a versão nova ficou mais nítida e mais moderna, mantendo referência ao original.

Junto veio o sistema de marca inteiro, com fontes, ícones e formatos novos, publicado no blog de design da Meta.

E aí começou a farra. Os posts do Mosseri no Instagram e no Threads passaram de 5 mil respostas somadas, com o público dividido em dois times bem definidos. De um lado, quem achou limpo e moderno. Do outro, quem cravou que ficou pior, e a queixa campeã foi a fonte: o "r" ficou parecendo um "z".

Tem ainda um terceiro time, o mais divertido de ler: gente usando o comentário pra avisar que não liga pra esse tipo de atualização e que só queria ver post de quem segue.

➡️ O que muda no app por enquanto: o título lá em cima. Só isso

➡️ No Gerenciador: nada. Entrega, formato e criativo seguem exatamente iguais

➡️ Veio pacote completo: fonte, ícone e formatos novos entraram junto no sistema de marca

E você, é do time das pessoas que gostaram ou do time que odiou? Eu, particularmente, gostei.

O campo desaparece de Pesquisa e de AI Max. Quem passa a decidir o idioma é o texto do seu anúncio e a sua página de destino

Mudança na segmentação por idioma nas campanhas de Pesquisa do Google Ads

Saiu no dia 13 de agosto de 2026 pela equipe da API do Google Ads e foi reforçado no dia seguinte pela Ginny Marvin, porta-voz de produto de Ads: a partir do fim de setembro de 2026, a configuração de idioma no nível da campanha deixa de existir em campanha de Pesquisa e de AI Max para Pesquisa.

Quem decide agora. O Google passa a se guiar pelo idioma do seu anúncio e da sua página de destino, cruzado com o que ele já sabe sobre quais idiomas a pessoa entende. E tem um detalhe grande escondido aí: se o Google entender que alguém fala dois idiomas, anúncio em qualquer um dos dois fica elegível pra aparecer.

O Performance Max fica no meio do caminho. Pro inventário da Pesquisa, a configuração de campanha deixa de valer e passa a funcionar igual à Pesquisa comum. Pros outros canais, como YouTube, Display, Discover e Gmail, a configuração continua valendo normalmente.

➡️ Fim de setembro: o campo some de Pesquisa e de AI Max para Pesquisa

➡️ Performance Max: perde o campo pra Pesquisa, mantém pra YouTube, Display, Discover e Gmail

➡️ Já era pra ter acontecido: o Google anunciou a mesma remoção em agosto de 2025, com prazo pro fim daquele ano, e furou

Isso te afeta ou não? Se a sua conta inteira roda em português pra público no Brasil, a mudança passa em branco e você nem vai sentir. O barulho é pra quem usava idioma como filtro: cliente que quer falar só com estrangeiro morando aqui, conta que atende brasileiro nos Estados Unidos ou em Portugal, campanha que separava público bilíngue. Esse filtro acabou, e o único controle que sobra é o idioma que você escreve no anúncio e na página.

O Google já marcou essa data uma vez e não cumpriu. Vale se preparar sem sair desmontando estrutura antes de a coisa acontecer de verdade.

A Shopify abriu os números das lojas da plataforma e derrubou a tese de que a IA comeu a busca. A pizza inteira cresceu

Comparativo entre tráfego vindo de IA e busca orgânica nas lojas Shopify

No dia 13 de agosto de 2026 a Shopify soltou os dados de tráfego das lojas da plataforma no segundo trimestre. As sessões que chegaram vindas de IA cresceram 197% na comparação anual, e sessões e pedidos vindos de IA quase triplicaram em praticamente toda categoria de produto.

Só que aqui vem a parte que ninguém esperava: a busca orgânica sozinha ainda mandou mais tráfego pras lojas do que todas as plataformas de IA somadas. E ainda cresceu 12%, em cima de uma base muito maior.

Onde a IA ganha de verdade. Em categoria que exige comparar antes de comprar, com especificação, compatibilidade e review, o visitante que chegou pela IA converteu cerca de duas vezes mais que o visitante do orgânico. Em categoria de gosto pessoal, o orgânico continua sendo o canal maior de descoberta, mas a IA trouxe cerca de 1,3 vez mais cliente de primeira compra.

E tem o dado que a maioria vai ignorar: quando a IA leu o catálogo estruturado da própria Shopify, em vez de um feed raspado de terceiro, a conversão desse visitante dobrou. Ficha técnica bem preenchida virou variável de performance.

➡️ O resumo do CTO da Shopify: a pizza inteira cresceu, ninguém comeu a fatia do outro

➡️ Ficha técnica virou canal: dado estruturado de catálogo dobra a conversão de quem chega pela IA

➡️ Cuidado com o número: a Shopify não abriu quantas lojas entraram na conta, então trata como direção e não como benchmark

Se o seu cliente vende produto que precisa ser comparado antes de comprar, a ficha técnica dele parou de ser trabalho de estagiário e virou canal de aquisição.

O Analytics parou de te dar uma listinha fechada de opções. Se o seu cliente tem ciclo de venda longo, isso resolve uma briga antiga

Configuração de janela de conversão personalizada no Google Analytics

Fui mexer numa conta e esbarrei nessa mudança sem nem estar procurando. O Google liberou janela de conversão personalizada no Analytics.

Antes você escolhia dentro de uma listinha: conversão por clique só aceitava 1, 7, 14, 30, 60 ou 90 dias, e conversão por visualização engajada era travada em 3 dias, ponto final. Agora clique aceita qualquer número de 1 a 90 dias e visualização engajada aceita de 1 a 30. Você digita o número que quiser.

Onde mexer: Analytics, aba Publicidade, Gerenciamento de conversões, Configurações. A mesma configuração também aparece na interface do Google Ads vinculado.

Por que eu comemorei: minha implicância de sempre é que a janela padrão nunca bate com o ciclo de venda real do cliente. Imóvel, curso caro, B2B, procedimento estético. O lead fecha em 45 dias e o relatório corta em 30. Aí a campanha que gerou a venda aparece magrinha no painel e você entra na reunião defendendo verba por causa de uma configuração que nem era sua.

O caminho contrário também acontece, e esse dói no bolso do cliente: e-commerce de impulso rodando com janela de 90 dias infla o crédito da campanha, e você segue colocando verba em algo que só pegou carona numa venda que já ia acontecer.

Como eu faria hoje:

➡️ Começa pelo CRM: olha a mediana de dias entre o primeiro clique e a venda fechada

➡️ Configura em cima desse número: e não no que veio de fábrica

➡️ Anota a data da mudança: histórico antes e depois deixa de ser comparável

Mexer na janela de atribuição não cria venda nenhuma. Só para de esconder as que já aconteceram.

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Tintim