O CPA de alguma conta sua subiu na semana de 17 a 21 de agosto de 2026 sem você ter mexido em nada? A culpa é da segunda-feira, 17 de agosto de 2026.
O Google ligou uma mudança que estava marcada no calendário desde junho de 2026, e ela pega justamente quem vinha indo bem demais. Deixei essa em primeiro!
Pensamento do dia
Vale pra campanha limitada por orçamento rodando Target CPA ou Target ROAS. O aviso saiu em junho de 2026 e a mudança entrou em 17 de agosto de 2026.
Entrou em vigor em 17 de agosto de 2026. Campanha com status Limitada por orçamento rodando Target CPA, Target ROAS ou Target CPC no Demand Gen passa a otimizar consistentemente na direção da meta que você digitou, inclusive quando você mexe no orçamento.
O exemplo é do próprio Google. Se a sua campanha tem Target CPA de R$ 10 e vinha entregando CPA real de R$ 5, ela passa a entregar perto dos R$ 10. Isso vale só pra quem está limitado por orçamento. Quem nunca bateu no teto de verba não sente nada, porque nesse caso o orçamento já entrava na conta do leilão.
A lógica que o Google defende é previsibilidade: uma campanha com meta de R$ 10 deveria caminhar pros R$ 10 independentemente do orçamento estar apertado ou folgado, pra você conseguir escalar sem que o número dance. Faz sentido no papel. O problema é o intervalo entre a meta que você digitou algum dia e o resultado que a conta vinha entregando calada.
O Google não muda meta nem orçamento sozinho. A responsabilidade de revisar é sua, e a ferramenta de ajuste de meta de lance está no ar desde 6 de julho de 2026 justamente pra isso.
➡️ Só quem está no teto: campanha sem status de limitada por orçamento segue exatamente igual
➡️ Alerta no gerenciador: se apareceu "Verifique as metas da campanha" ou "Analise as metas do portfólio", é disso que o Google está falando
➡️ Você pode apertar a meta: dá pra definir uma meta mais eficiente que a performance atual, sabendo que o gasto diário reage
A meta que você digitou há um ano parou de ser sugestão e virou combinado.
A partir de 24 de agosto de 2026, todo formato passa a contar view no instante em que o vídeo começa a tocar. O número do painel vai subir sem que nada tenha melhorado.

O YouTube anunciou em 17 de agosto de 2026 que vai unificar a contagem de visualizações públicas. A partir de 24 de agosto de 2026, todo formato passa a seguir a metodologia dos Shorts.
Como era até agora. Vídeo comum contava view quando a pessoa dava play e assistia 30 segundos. Live, a mesma coisa: 30 segundos de transmissão. Shorts contava assim que o vídeo aparecia na tela e começava a rodar. Três réguas diferentes no mesmo app.
Depois do dia 24 sobra uma régua só, e é a mais permissiva das três. A justificativa da plataforma é acabar com a confusão de métrica e deixar o criador entender a exposição real dele.
O efeito prático é aritmético: muita gente pula um vídeo bem antes dos 30 segundos, e tudo isso passa a contar. O número de views vai subir rápido em muito canal, sem que ninguém tenha melhorado nada. A monetização segue intocada, calculada por visualizações engajadas de Shorts e horas de exibição engajadas, que continuam no Modo avançado do YouTube Analytics.
➡️ Fecha o relatório antes de 24 de agosto de 2026: é a única chance de ter um antes e depois comparável
➡️ Ganho não muda: o Programa de Parceiros continua olhando visualização engajada e hora de exibição engajada
➡️ Mídia com criador: se alguém te mandar proposta em setembro de 2026 citando alta de views, pede a engajada antes de negociar preço
Onde isso te pega: se você gerencia canal de cliente, a curva do painel vai dar um salto e alguém vai comemorar por engano. Se você compra mídia com criador, o CPM negociado em cima de view médio de agosto de 2026 envelheceu. Em ambos os casos a audiência do outro lado da tela continua exatamente do mesmo tamanho.
Duas plataformas mudaram a régua na mesma semana. Quem explicar isso pro cliente antes do gráfico chegar sai por cima!
O Wall Street Journal achou cerca de 693 bilhões de dólares em compromissos fora do balanço, em cima dos 145 bilhões que a empresa já declarou pra 2026.
O Wall Street Journal publicou em 16 de agosto de 2026 uma reportagem sobre como as big techs estão gastando mais com IA do que comunicam, por causa de acordos que não entram na contabilidade oficial. No caso da Meta, o jornal calcula cerca de 693 bilhões de dólares em compromissos fora do balanço, quase todos ligados a IA.
Esse valor é adicional ao que já está declarado. No resultado do segundo trimestre, publicado no fim de julho de 2026, a Meta limitou o gasto com infraestrutura de IA em 2026 a 145 bilhões de dólares. Os outros compromissos só começam a pesar depois que os projetos ficam prontos.
O exemplo é o Hyperion, data center que a Meta está levantando na Luisiana com área equivalente a mais ou menos 1.700 campos de futebol. O contrato de aluguel começa em 2029, com opção de renovar por até 20 anos, e a Meta garantiu que cobre os detentores dos títulos caso saia antes. Como a empresa não considera esse pagamento provável, nada disso vira passivo hoje. Só de obrigação futura de aluguel, o jornal estima cerca de 347 bilhões de dólares fora da contabilidade oficial.
➡️ 693 bilhões fora do balanço: em cima dos 145 bilhões de infraestrutura de IA já declarados pra 2026
➡️ A conta só chega em 2029: o aluguel do Hyperion começa lá, então nada precisa entrar no passivo até então
➡️ Na mesma semana: começou em 18 de agosto de 2026, na Califórnia, o julgamento em que 29 procuradores estaduais americanos cobram da empresa por danos ligados ao uso das redes
O que isso tem a ver com quem compra mídia? Uma empresa que comprometeu esse tanto precisa que os produtos de IA dela virem receita. Na prática, dá pra esperar mais IA aparecendo dentro dos apps e dentro do gerenciador, com mais insistência e em mais lugares. A Meta ainda enfrenta um problema conhecido nessa história, que é o nível de confiança do público pra entregar dado pessoal pra ela.
Plataforma com aposta desse tamanho costuma acelerar a monetização em algum lugar. Vale ficar de olho no leilão nos próximos trimestres.
Estudo Path to Purchase, com 14 mil respondentes nos Estados Unidos e 6,5 mil no Reino Unido. Surgiu uma etapa nova entre a recomendação e a compra.

O Reddit publicou o Path to Purchase, estudo feito com duas pesquisas: cerca de 14 mil respondentes nos Estados Unidos e 6,5 mil no Reino Unido. O número que chama atenção: metade dos compradores americanos confere no Reddit a recomendação de produto que recebeu de um chatbot de IA. No Reino Unido, mais de um em cada três faz o mesmo.
Faz sentido quando você lembra que os chatbots citam Reddit o tempo todo pra sustentar resposta sobre produto e serviço. A pessoa recebe a indicação, reconhece a fonte e vai atrás dela pra checar se a coisa se sustenta.
Outros números da pesquisa: o Reddit apareceu em primeiro entre as redes na hora de ajudar alguém a decidir mais rápido, os usuários confiam mais no Reddit do que em família e amigos pra validar recomendação de IA, e metade diz que vai lá justamente atrás da verdade crua sobre um produto.
➡️ Mais de 1 em cada 5 compradores já digita a palavra reddit dentro da própria busca pra achar opinião de gente de verdade
➡️ O dado é do próprio Reddit: leia como direção de comportamento, sem virar benchmark de mercado
➡️ No Brasil o volume é menor, mas a mecânica é a mesma: a IA indica e a pessoa vai procurar quem já usou
Quer uma dica? Abre uma aba anônima e busca o nome do seu cliente somado à palavra reddit. O que aparecer ali é o que uma parte dos compradores vai ler depois que a IA indicar ele. Se não aparecer nada, também é informação!
Guarda esses números por trinta segundos, porque o próximo bloco mexe com todos eles.
Saiu de 3,83% para 0,52% das citações do ChatGPT Search, segundo a Promptwatch. Na mesma semana em que o Reddit publicou o estudo do bloco anterior.
Agora a outra metade da história... A Promptwatch, que acompanha quais domínios aparecem citados dentro das respostas de IA, mostrou que a participação do Reddit nas citações do ChatGPT Search desabou.
Os números: entre 18 de julho e 7 de agosto de 2026, o Reddit segurou uma média estável de 3,83% de todas as citações, uma das maiores de qualquer domínio. Em 14 de agosto de 2026 isso caiu pra baixo de 1% e ficou lá. A média entre 14 e 17 de agosto de 2026 foi de 0,52%, uma queda relativa de 86,4%.
A escorregada começou antes! Em 8 de agosto de 2026, mesmo dia em que o ChatGPT mexeu na forma de abrir a consulta do usuário em várias buscas de bastidor, a fatia do Reddit saiu da casa dos 3% altos pra casa dos 2%. Seis dias depois veio o tombo grande, e esse ninguém conseguiu explicar até o fechamento desta edição.
A própria Promptwatch segura o freio: o gráfico mostra quando a coisa mudou, sem dizer por quê. Problema de coleta segue na mesa como hipótese, e o número está marcado como provisório enquanto o monitoramento continua.
➡️ Foram duas quedas: 8 de agosto de 2026 com a mudança de consulta e 14 de agosto de 2026 sem explicação
➡️ No Google foi bem mais leve: AI Overviews e AI Mode também perderam Reddit no período, só que devagar
➡️ Em abril de 2026 era o primeiro colocado: o Reddit chegou a ser o domínio mais citado do ChatGPT Search
O Reddit publicou um estudo dizendo que virou parada obrigatória de quem compra, e na mesma semana perdeu quase toda a presença dentro das respostas do ChatGPT, por uma decisão que ele não controla. Se você anda vendendo pro cliente a ideia de aparecer citado dentro de resposta de IA, esse é o tamanho do risco: um canal sem contrato, sem aviso prévio e sem histórico comparável de um mês pro outro.
Visibilidade em IA hoje se comporta como posição de leilão.
O Google baixou a exigência para ter perfil próprio na busca
Caiu de 100 mil para 35 mil seguidores no YouTube, Instagram ou X. No TikTok, de 300 mil para 100 mil.

O perfil de busca é um espaço próprio da marca ou do criador dentro do resultado do Google, com imagem de capa, links pra artigos, vídeos e posts, e botão de seguir direto na listagem. O Google mexeu na apresentação dele em junho de 2026 e em 16 de agosto de 2026 baixou a régua de entrada.
O novo corte: qualifica quem tem 35 mil inscritos ou seguidores no YouTube, Instagram ou X, ou 100 mil no TikTok. Até então eram 100 mil nas três primeiras e 300 mil no TikTok. Na prática, uma faixa enorme de cliente que nem cogitava isso passou a caber.
Veio junto uma leva de relatórios novos no Console, com os termos de busca que levaram até o conteúdo, além de volume e leitura de posicionamento.
➡️ Onde se cadastra: a configuração sai pelo Google for Creators, com a conta do cliente
➡️ Serve pra marca também, além de criador, e ocupa espaço numa busca de marca que hoje você não controla
➡️ Bônus pra quem cuida de canal: o YouTube passou a avisar os gerentes sobre reivindicação de direito autoral, além do dono do canal
Abre a lista de clientes e vê quem cruzou os 35 mil. É meia hora de trabalho pra ocupar um espaço na busca de marca deles!
O Google passa a criar as proporções que faltam no seu criativo. Tem opt-out, o prazo é 4 de setembro de 2026, e quase ninguém está falando disso.
Essa apareceu em 17 de agosto de 2026 e eu quase deixei passar, porque veio como comunicado de conta, com cara de aviso administrativo. O Google está ligando uma atualização de otimização nos vídeos que já estão rodando no Performance Max.
O que ele já fazia e o que passa a fazer: cortar um vídeo horizontal pra vertical e pra quadrado é coisa antiga, e a maioria de nós nem lembra que está ligado. Agora entra IA generativa estendendo o vídeo pras proporções que faltam, pra ele caber em mais inventário. O objetivo declarado é alcance maior e experiência melhor de visualização.
Minha implicância aqui é específica. Cortar tira pedaço, e pedaço faltando a gente percebe na hora. Estender inventa o que nunca foi filmado, e isso passa despercebido até o dia em que passa a fazer diferença. Pensa num cliente de clínica, de farmácia, de financeiro ou em qualquer produto com embalagem registrada: a margem que a IA preencheu vira problema de aprovação, e você descobre pelo cliente.
Como eu faria:
➡️ Separa as contas de marca rígida: saúde, financeiro, jurídico e qualquer cliente com manual de marca fechado
➡️ Anota o prazo: o opt-out sai pelo formulário do Google ou pelo time de conta até 4 de setembro de 2026
➡️ Dá pra voltar atrás: a configuração de vídeo continua editável dentro da conta a qualquer momento
Pro resto da carteira, eu deixaria ligado e olharia o resultado. Cliente que produz um vídeo por trimestre ganha formato de graça, e formato faltando é motivo real de perda de entrega no Performance Max.
Automação boa economiza produção. Automação sem revisão economiza produção e devolve retrabalho com juros.
