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#18224/08/202615 min de leitura

O que sumiu do Meta Ads essa semana

Em 36 horas, três plataformas anunciaram a mesma coisa por caminhos diferentes: um campo a menos pra você preencher.

A Meta começou pelo que mais dói, e é por ela que a edição abre.

Pensamento do dia

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago

O aviso já está aparecendo dentro do gerenciador de alguns anunciantes. Sai a escolha de posicionamento e sai também a de plataforma.

Aviso da Meta sobre a remoção dos controles de posicionamento no conjunto de anúncios

Alguns anunciantes começaram a receber em 20 de agosto de 2026 um aviso dentro do gerenciador: a Meta vai remover a opção de posicionamentos do conjunto de anúncios. Quem achou primeiro foi o Jon Loomer. Data de corte, até agora, nenhuma.

O que some. Hoje você consegue tirar sua campanha de lugares específicos: resultado de busca do Facebook, anúncio no meio dos Reels, Audience Network, o que for. Depois da mudança, o sistema decide onde o anúncio aparece com base em onde ele acha que vai performar melhor. E não para aí. O Loomer aponta que a Meta também está removendo a opção de excluir plataforma inteira, então nem Facebook, nem Instagram, nem Messenger ficam de fora se o sistema quiser.

Isso é parte de um plano antigo e declarado. Numa entrevista ao Ben Thompson em 2025, o Zuckerberg descreveu onde a Meta quer chegar: o anunciante chega, diz qual é o objetivo, conecta a conta bancária e pronto. Sem criativo, sem público, sem mensuração. Só lê o resultado que a máquina devolve. Tirar campo do conjunto é o caminho até lá.

➡️ Sem prazo anunciado: o aviso apareceu pra alguns anunciantes, e a Meta não publicou cronograma

➡️ Some posicionamento e plataforma: as duas exclusões saem do conjunto, segundo o Loomer

➡️ Não foi só a Meta nessa semana: a Microsoft anunciou que tira o Max CPC das campanhas novas com lance automático a partir de 1º de outubro de 2026

Resumo da ópera: Quem usava exclusão de posicionamento por decisão de marca vai sentir primeiro. Cliente que proíbe aparecer em Audience Network, farmácia que não quer anúncio no meio de Reels aleatório, advogado com restrição de imagem. Enquanto a mudança não chega, vale abrir a conversa com esses clientes agora e registrar por escrito qual é a exigência deles. Quando o campo sumir, o único controle que sobra é o criativo e a página de destino.

O gerenciador está virando um formulário cada vez mais curto. O que você escreve nele vale cada vez mais.

Chega em setembro de 2026. Dá pra testar orçamento e meta de ROI em várias campanhas de Pesquisa dentro de um experimento só.

Novos recursos de experimento e planejamento no AI Max do Google Ads

O Google anunciou em 20 de agosto de 2026 um pacote de testes e planejamento pro AI Max, a camada de IA das campanhas de Pesquisa. São três mudanças, e uma delas resolve uma implicância antiga de quem testa.

Teste A/B entre campanhas. A partir de setembro de 2026, um experimento único consegue abranger várias campanhas de Pesquisa ao mesmo tempo, pra você medir o que acontece com o resultado agregado quando mexe em orçamento e em meta de ROI. Até agora o teste era campanha por campanha, o que raramente mostra o efeito real de escalar.

Guarda-corpo ligado durante o teste. Essa é a boa notícia da semana. Antes, quem usava controle de marca ou de localização precisava desligar o controle pra rodar experimento de AI Max. Ou seja, pra medir a automação você tinha que abrir mão da restrição que o cliente exige. Agora dá pra testar com os dois ligados.

Performance Planner com aplicação direta. O planejador passa a prever como uma mudança de lance ou de orçamento afeta a campanha que já está rodando, e aplica a sugestão em um clique. Encurta o caminho entre a previsão e a execução, e encurta junto o tempo que você tinha pra desconfiar da previsão.

➡️ Setembro de 2026: o teste multi-campanha começa a aparecer nas contas

➡️ Controle de marca e de local: agora ficam ligados durante o experimento, sem precisar desmontar a estrutura

➡️ Cuidado com o clique único: previsão aplicada direto na campanha é conveniência, e conveniência é onde erro passa sem revisão

Por que essa é diferente das outras. Repara no contraste com o bloco de cima. A Meta tirou um controle da sua mão. O Google entregou uma forma de medir a automação sem largar os controles que você já tinha. Mesmo movimento de fundo, tratamento oposto de quem paga a conta.

Se você adiou testar o AI Max por causa de restrição de marca, a desculpa acabou.

Em duas semanas de botão no ar. E o conteúdo que a plataforma classifica como vazio já está tomando 40% menos visualização.

Opção de denunciar post que parece gerado por IA no LinkedIn

O LinkedIn liberou no começo de agosto de 2026 um botão pra denunciar post que parece gerado por IA. O Hari Srinivasan, diretor de produto da plataforma, publicou o resultado das duas primeiras semanas: mais de 1 milhão de pessoas usaram.

O que a plataforma está caçando. A definição interna é específica: conteúdo bem apresentado, até polido, e vazio por dentro. Sem experiência, sem ponto de vista, sem informação nova. Texto que existe pra ocupar espaço e pegar atenção sem ninguém ter trabalhado. Segundo o time de produto, usar IA pra melhorar a escrita segue liberado. O alvo é o post oco.

Como o botão funciona de verdade. Denunciar um post não derruba o alcance dele. A denúncia individual mexe no seu feed, e você passa a ver menos daquele autor. O LinkedIn diz que olha vários sinais juntos e que criou proteção pra ninguém ser derrubado por perseguição. O que muda a entrega é volume: quando muita gente denuncia o mesmo tipo de conteúdo, aí o alcance sente.

E o número que fecha a história: o conteúdo que a plataforma classifica como vazio já está recebendo 40% menos visualização do que há poucas semanas. Quem produz em volume alto e com pouca substância já está sentindo, mesmo sem saber por quê.

➡️ Usar IA pra escrever melhor segue liberado: o alvo é o post sem experiência e sem ponto de vista

➡️ Vem aviso pra quem acumula denúncia: a plataforma está notificando o autor em vez de simplesmente punir

➡️ Verificação virou sinal: o LinkedIn está usando perfil verificado pra separar pessoa real de conta automatizada

Onde isso te pega. Se você ou seu cliente mantém presença no LinkedIn com post gerado em série, esse é o aviso. E a lógica vai passear pelas outras redes, porque o problema é o mesmo em todas: excesso de conteúdo bonito e oco. Post com número da sua conta, erro que você cometeu, contexto do seu mercado. Isso a máquina não gera sozinha.

Um milhão de pessoas apertaram o botão em duas semanas. Dá pra chamar isso de recado.

Você conecta a conta de anúncios e o Google Workspace, pergunta em texto e recebe análise, recomendação e apresentação pronta.

Meta AI analisando desempenho de campanha e sugerindo otimizações

A Meta anunciou em 20 de agosto de 2026 uma leva de recursos do Meta AI pra pequeno negócio, e o pedaço que interessa pra você é o de gestão de campanha. Está saindo na web, no celular e no desktop.

O que ele faz. Você conecta as suas campanhas do Meta Ads e, se quiser, o Google Workspace inteiro: Gmail, Docs, Planilhas e Apresentações. A partir daí, pergunta em texto corrido em vez de garimpar relatório. Ele aponta qual público está entregando, acha padrão entre os criativos que funcionam, sinaliza anúncio que parou de engajar e mostra onde o orçamento poderia render mais.

E monta o entregável. Essa é a parte que economiza tempo de verdade: ele transforma a análise em apresentação, documento ou planilha, misturando o dado da campanha com o que já está no seu Workspace. Dá pra agendar tarefa recorrente, então a análise semanal que você faz na mão vira rotina automática.

A ressalva óbvia. Quem está recomendando como gastar melhor é a dona da plataforma onde você gasta. A recomendação pode estar certa e ainda assim puxar pro lado dela. Eficiência dentro do Meta Ads e lucro do seu cliente são coisas que se cruzam bastante, mas não são a mesma conta.

➡️ Conecta com Google Workspace: Gmail, Docs, Planilhas e Apresentações entram como contexto da análise

➡️ Tarefa recorrente: dá pra agendar a análise em vez de pedir a mesma coisa toda segunda

➡️ Pensa duas vezes no que conectar: Gmail e Drive de agência guardam contrato, proposta e dado de cliente

A montagem do relatório era metade do seu domingo. Agora é um prompt. O que você faz com o tempo que sobra é que define se isso foi bom pra você.

Versões dentro do projeto, estilo de texto salvo e imagem virando vídeo por prompt. O app segue gratuito e sem marca d'água.

Novos recursos de gerenciamento de projeto e IA no app Edits

O Edits já apareceu por aqui em julho de 2026, quando ganhou analytics de horário e o Restyle com IA. Voltou porque a Meta soltou em 20 de agosto de 2026 mais uma rodada de recursos, e dessa vez tem coisa que muda a rotina de quem produz criativo em volume.

Versões dentro do mesmo projeto. Essa é a principal. Dá pra criar várias versões de um projeto só, testar abordagens diferentes e alternar entre elas sem duplicar nada. Quem monta cinco variações do mesmo vídeo pra rodar teste sabe o tamanho da bagunça que isso resolve.

Estilo de texto salvo. Tem um ícone de marcador no quadro de texto que guarda a sua fonte e o seu estilo de legenda preferido, sem sair da tela de edição. Pra quem cuida de cliente com manual de marca, isso é o fim do vídeo que muda de cara toda semana.

Imagem virando vídeo. Você descreve em texto o movimento que quer ver numa foto parada e a IA anima. Por enquanto só nos Estados Unidos, então aqui ainda é espera. Vieram junto pastas que você reordena segurando o dedo no projeto, e busca de áudio por clima, tipo "chill", ou por interesse, tipo moda e viagem. Também dá pra importar áudio do celular ou extrair de um vídeo e guardar pra usar depois.

➡️ Tem aba beta dentro do app: aberta em junho de 2026, com curva de velocidade e correção de cor em um toque, tudo desligado por padrão

➡️ Ritmo de atualização é semanal: passou de 130 recursos novos no primeiro ano de vida do app

➡️ Só no celular: iOS e Android, sem versão de computador e sem previsão de uma

Por que vale o teste agora. Se você produz pra Meta Ads, o gargalo raramente é a ideia. É o tempo de montar cinco variações da mesma coisa e manter todas com cara de cliente. Versão dentro do projeto e estilo salvo atacam exatamente esses dois pontos, e a exportação continua sem marca d'água. A Meta já sinalizou que parte dos recursos de IA pode migrar pra um plano pago mais pra frente.

Ferramenta gratuita que atualiza toda semana merece meia hora sua num domingo à toa.

Enquanto as plataformas recolhem os campos manuais, o dado que você devolve pra elas vira o controle que sobra.

Como medir qualidade de lead no Google Ads com dado de CRM

Li em 20 de agosto de 2026 uma matéria sobre qualidade de lead no Google Ads e ela fechou a edição inteira na minha cabeça. Repara no que aconteceu nessa semana: a Meta tirando campo do conjunto, o Google puxando mais decisão pro AI Max, a Microsoft aposentando o Max CPC. Todo mundo recolhendo alavanca manual.

Só que sobrou uma que ninguém está tirando de você: o que você conta pra plataforma sobre o que aconteceu depois do clique.

Pensa no caso clássico. A campanha de formulário traz 200 leads por mês a R$ 12. Parece ótimo no painel. O comercial reclama que ninguém atende telefone. O gestor mostra o CPL e a reunião trava. Enquanto o Google só recebe "formulário enviado", ele vai otimizar pra trazer mais gente que preenche formulário, e gente que preenche formulário sem querer comprar preenche muito rápido.

Como eu montaria isso:

➡️ Define com o comercial o que é lead qualificado: antes de tocar em qualquer ferramenta, e por escrito

➡️ Manda o estágio de volta como conversão: lead qualificado, proposta enviada e venda ganha, cada um com o seu valor

➡️ Otimiza pro estágio mais fundo que tiver volume: venda ganha é o ideal, mas com 3 por mês o algoritmo não aprende nada

Aqui em casa isso é o dia a dia do Inspetor de Vendas, que roda no LUPA IA: o lead entra rastreado, avança no funil e o evento volta pra plataforma com o valor certo. Mas a ideia funciona com qualquer estrutura, inclusive planilha e importação manual de conversão offline. O que não funciona é seguir mandando "formulário enviado" e reclamar que a plataforma não entende o seu negócio.

Toda semana some um campo do gerenciador. O dado que você devolve segue sendo seu, e virou o campo mais importante.

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