Você entregaria o orçamento do seu cliente pra um chat? 🤔
Na semana de 5 de outubro de 2026, a Meta subiu num palco em Nova York e contou que o assistente de IA dela vai poder alterar verba e público a partir de um pedido escrito. Tipo mandar mensagem pro estagiário, só que o estagiário lembra do trimestre passado inteiro.
E o Google, do outro lado, começou a testar uma ajuda numa conta que muita gente pula antes de definir meta de ROAS. 🧮
Pensamento do dia
No Advertising Week, a Meta mostrou um assistente com memória, tarefas agendadas e permissão pra alterar verba e público

Em 6 de outubro de 2026, a Meta subiu no palco do Advertising Week, em Nova York, com um pacote de novidades pra quem anuncia. A estrela foi o assistente de negócios, aquele chat de IA que já aparece no Gerenciador.
O pacote veio grande: o Customer Lifecycle Strategy, que deixa você definir qual público cada campanha deve buscar, foi liberado pra todos os anunciantes. Gerar vídeo a partir de imagem estática no criativo Advantage+ virou recurso de disponibilidade geral. O Ads Creative Studio começa a chegar em mais contas, e o servidor MCP de anúncios ganhou mais usos pra quem gerencia campanha por ferramentas de IA de terceiros.
E o assistente, o que ganha?
➡️ Memória: passa a considerar o que você testou no trimestre passado, a sazonalidade do negócio e as metas que você descreveu
➡️ Mão na massa: vai poder gerar peças criativas, atualizar a segmentação e alterar o orçamento de um anúncio a partir de um pedido escrito
➡️ Tarefas agendadas (em teste): relatórios recorrentes de performance e alertas quando algo sair do esperado
➡️ Importação (em teste): você sobe o documento de estratégia e o guia de tom de voz da marca pra refinar as respostas
Tem ainda a parte de compra: a Meta trabalha com a Shopify num checkout direto dentro do Messenger, pelo Meta Business Agent, e testa o mesmo caminho no Meta AI com Adyen, PayPal, Shopify e Stripe. Datas e países dos recursos em teste ficaram em aberto.
Se o assistente vai apertar os botões, sobra pra você decidir quais botões merecem ser apertados.
Você informa a margem de lucro e a ferramenta devolve a meta de ROAS do ponto de equilíbrio

Sabe aquela meta de ROAS que nasceu de um chute bem intencionado? O Google resolveu dar uma mãozinha.
O especialista em mídia paga Arpan Banerjee encontrou na conta dele uma calculadora de ROAS desejado em beta. Funciona assim: você informa a margem de lucro média da campanha, antes do gasto com anúncio, e o Google calcula a meta de ROAS correspondente.
O exemplo da tela: margem de 15% gera um ROAS desejado de 667% no ponto de equilíbrio. Traduzindo: cada R$ 1 investido precisa voltar como R$ 6,67 em receita só pra empatar.
Por que eu testaria? Porque ROAS alto e prejuízo convivem numa boa quando a margem fica fora da conta. Com a calculadora, a meta do lance automático passa a conversar com a economia real do negócio.
➡️ Simulação semanal: a tela estima cliques, receita, gasto e lucro total pra meta escolhida, e você ajusta antes de aplicar
➡️ Margem desconhecida? O beta oferece um questionário pra chegar no número
➡️ O cuidado: margem média esconde diferença entre produtos, e frete, devolução e taxa de pagamento também comem lucro
➡️ Ainda era teste: em outubro de 2026, a novidade tinha aparecido só em relato de quem recebeu o beta, e o Google seguia sem anúncio oficial
Meta de ROAS boa é a que deixa dinheiro no caixa depois que a fatura do anúncio chega.
A opção deixaria o usuário trocar o feed tradicional pelo feed de vídeos como tela inicial

O pesquisador de aplicativos Radu Oncescu publicou as telas de um teste do Instagram: uma opção pra transformar o Reels na tela principal do app.
Como ficaria: os Stories continuam no topo, o feed de posts fica a um deslize de distância e dá pra voltar pro formato antigo quando quiser. Em outubro de 2026, a escolha era do usuário, e o Instagram seguia devendo anúncio oficial com prazo e países.
➡️ O histórico: esse mesmo formato foi testado na Índia em 2025
➡️ O motivo: mais de 50% do tempo gasto no Instagram já acontece no Reels
➡️ No Facebook também: a Meta testa na Índia um feed que abre em Reels, com plano de levar pra mais países
Pra quem anuncia, o recado prático é conhecido: se a primeira tela vira vídeo vertical, criativo estático perde vitrine. Vale olhar quanto do seu orçamento já roda com peça pensada pra Reels.
A tela inicial do Instagram sempre contou qual formato a casa quer ver crescer.
Pesquisadores extraíram as instruções internas do aplicativo e a Wired publicou o que encontrou

O Muse, o agente pessoal de IA da Meta, passou de 5 milhões de downloads e vem ganhando tração nos Estados Unidos. No início de outubro de 2026, a Wired publicou o que pesquisadores de segurança encontraram ao extrair as instruções de funcionamento do aplicativo.
O que as instruções dizem: segundo a reportagem, uma delas prevê criar uma página pra cada pessoa da vida do usuário. Família, parceiro, amigos, colegas e perfis seguidos entram na lista, num processo que roda de hora em hora.
➡️ O que entra na ficha: onde a pessoa mora, o que faz, assuntos que se repetem e datas importantes, como aniversários
➡️ Pra que serve: dar recomendações sobre relacionamentos, um uso que o Zuckerberg já defendeu em público
➡️ O que segue em aberto: se e como esses dados chegam na segmentação de anúncio
Na edição 194 a gente viu a versão do Muse pra pequenas empresas, que se conecta à conta de anúncios. Com a reportagem, dá pra ver o tamanho do apetite por dado do lado do consumidor.
Quanto mais pessoal fica o assistente, mais cara fica a pergunta sobre quem mais lê o caderninho.
O pacote inclui teste de públicos em momento de compra e integração nativa com o HubSpot

Em 6 de outubro de 2026, o Reddit anunciou melhorias nos anúncios de lead. A principal: as campanhas Max, o formato automatizado que a gente cobriu na edição 190, passaram a aceitar objetivo de geração de leads.
➡️ Públicos em momento de compra (teste): alcança quem está pesquisando ativamente uma categoria, inicialmente em software corporativo, IA pra empresas e cibersegurança
➡️ O número do Reddit: nos primeiros testes, CPA cerca de 7% melhor contra outras segmentações próprias da plataforma, em dado interno
➡️ Integrações: HubSpot nativo, além de Bombora, Demandbase, Clay, G2 e Octane 11
Pra quem vende B2B, o Reddit vai juntando as peças de um canal de lead que conversa com o CRM.
Lars Maat lista o que precisa estar resolvido no Google Ads semanas antes do pico

A sete semanas da Black Friday de 2026, o melhor texto de preparação que eu li no ano saiu no Search Engine Land. É do Lars Maat, fundador da agência holandesa Maatwerk Online, e fala de Google Ads com foco em loja virtual. Leitura de uns 20 minutos.
O argumento dele: quase tudo que dá errado na Black Friday foi decidido semanas antes. Separei o que eu colocaria na agenda com antecedência:
➡️ Estratégia de lance: trocar às vésperas joga a campanha no período de aprendizado bem no pico
➡️ Anúncio novo: subir na véspera é pedir pra ficar preso em análise
➡️ Preço promocional no feed: cadastrar com data e hora de início e fim, pra virada acontecer sozinha à meia-noite
➡️ Preço riscado: o preço cheio precisa ter ficado ativo por pelo menos 30 dos últimos 200 dias
➡️ Margem antes do desconto: 15% de desconto somado a um custo por aquisição mais alto pode virar venda no prejuízo
➡️ Durante a promoção: com atraso de conversão de quatro a cinco dias, mexer todo dia é decidir com dado incompleto
O trecho que eu mais gostei é o do pós-festas. Quando a concorrência corta verba depois do Natal, o leilão alivia, e o cliente que custou caro em novembro pode ser trabalhado em janeiro com venda complementar. O texto é sobre Google Ads, e a lógica de prazo, margem e paciência serve pra qualquer plataforma.
Black Friday boa começa em outubro, com a parte chata resolvida antes de o leilão esquentar.
Pra quem vende pelo WhatsApp, o valor que o Gerenciador mostra e o valor que caiu no caixa costumam ser números diferentes

Repara num detalhe da calculadora do Google: ela parte do princípio de que o valor de conversão informado representa a receita. Se esse valor estiver errado, a meta sai errada junto.
Onde isso quebra? Em operação que fecha venda no WhatsApp. O clique vira conversa, a conversa vira negociação, o vendedor fecha no dia seguinte, e o Gerenciador fica só com a parte do clique. A receita, que é metade da fórmula do ROAS, fica do lado de fora.
Como resolver na unha: exporta as vendas do mês do CRM ou da planilha do comercial, descobre de qual anúncio veio cada cliente e soma a receita por campanha. Divide pelo investimento de cada uma. Esse é o seu ROAS verificado, e é ele que você compara com a meta de equilíbrio.
O que costuma aparecer quando a venda entra na conta:
➡️ Campanha com muito lead e pouca venda: ROAS bonito na plataforma e ROAS verificado abaixo do equilíbrio
➡️ Campanha discreta que fecha bem: quase invisível no relatório de leads e forte candidata a receber mais verba
➡️ Venda sem origem: quando muita venda fica sem anúncio identificado, o gargalo está no rastreamento da conversa
Dá trabalho, e o passo mais difícil é o do meio: saber de qual anúncio veio cada conversa. É esse cruzamento que o Inspetor de Campanhas do Tintim faz sozinho. Ele pega o investimento de cada campanha, conjunto e anúncio da Meta e cruza com as vendas registradas no Tintim, que mostra de qual anúncio veio cada conversa no WhatsApp. Se quiser ver o ROAS verificado das suas campanhas, dá pra testar por 7 dias no plano Escala, de graça.
Meta calculada com receita pela metade é um chute com mais casas decimais.
