Em 4 de outubro de 2026, o Brasil foi às urnas no primeiro turno das eleições. 🗳️
Enquanto o país olhava pras urnas, o Google mexeu numa coisa que aparece toda vez que alguém digita o nome da marca do seu cliente. E fez isso sem avisar ninguém. 👀

Pensamento do dia
Em setembro, a presença saltou de 26% pra 80% nas buscas pelo nome das marcas, e o Google não anunciou nada

Faz o teste: abre o Google e digita o nome de um cliente seu. Tem boa chance de aparecer um resumo de IA antes de qualquer link. Ele mesmo, o AI Overview, falando da marca com as palavras dele.
Segundo os dados da DemandSphere, plataforma que monitora resultados de busca todos os dias, o resumo aparecia em cerca de 26% das buscas de marca no começo de setembro de 2026. Em 27 de setembro, chegou a 90,48%. E fechou o mês acima de 80%.
Quem mais viu isso? Chris Long, cofundador da agência Nectiv, testou 100 marcas grandes e encontrou o resumo em 93 delas. E o Google? Até 5 de outubro de 2026, nenhum anúncio sobre a mudança.
Por que isso mexe com o seu trabalho: busca de marca é aquele tráfego que todo mundo trata como garantido. A pessoa já conhece, digita o nome e clica. Agora, entre o nome digitado e o site, tem um texto escrito pela IA, com as fontes que ela escolheu. Pode ser o site oficial. Pode ser uma reclamação antiga.
Na edição 192 a gente viu o resumo em 39% das buscas no desktop dos EUA. Agora ele chegou justamente na busca que tinha dono.
➡️ O que ainda ninguém sabe: o efeito no clique. Nem a DemandSphere nem o Chris Long mediram CTR, então o impacto real segue em aberto
➡️ O que dá pra fazer: pesquisa o nome dos seus principais clientes e anota o que o resumo diz e quais fontes ele cita
➡️ Onde olhar nas semanas seguintes: CTR e custo por clique das campanhas de marca no Google Ads, comparando com agosto de 2026
A busca pelo nome da marca sempre foi o clique mais barato da conta, e agora ela ganhou um intermediário.
O agente se conecta ao Instagram, à Página e à conta de anúncios, e o app já passou de 5 milhões de downloads

Lembra do Muse, o agente de IA da Meta que estreou fazendo compra pelo usuário? A gente falou dele na edição 192. Em 29 de setembro de 2026, ele ganhou uma versão pra quem tem negócio: o Muse for Small Business.
Como funciona: o dono da empresa conecta, em poucos cliques, as métricas do perfil profissional do Instagram, a Página do Facebook e a conta de anúncios da Meta. A partir daí, segundo a Meta, o Muse já entende o que a empresa vende, como a marca fala e o que os clientes mais perguntam.
Também tem conector pra ferramentas que muita agência usa no dia a dia: Shopify, HighLevel, Klaviyo, Stripe, Canva, Notion, Slack e QuickBooks, entre outras.
O que me chamou atenção: um dos exemplos de uso que a própria Meta divulgou é pedir pro Muse analisar o que está funcionando nos anúncios e no conteúdo e montar a campanha da semana seguinte. Ou seja, o agente quer sentar na cadeira de quem planeja mídia.
Na minha opinião, isso conversa direto com quem atende pequeno negócio. Uma hora o cliente vai chegar na reunião com um plano que a IA da Meta escreveu. A sua vantagem fica em saber se aquele plano traz venda.
➡️ Onde está disponível: EUA e Canadá, até 5 de outubro de 2026. A Meta não tinha falado em data pro Brasil
➡️ Quanto custa: gratuito pra maior parte do uso, com planos pagos pra quem quiser mais
➡️ Quem aprova: segundo a Meta, nada é publicado, enviado ou gasto sem a aprovação do dono
➡️ Adesão: o app passou de 5 milhões de downloads e 3 milhões de usuários por semana, com dados da Sensor Tower citados pelo Yahoo Finance
A Meta quer dar pro seu cliente um planejador de mídia no bolso, e de graça.
O Google Ads vai transformar as promoções do seu site em anúncio a partir de 12 de outubro de 2026
As promoções automáticas entram ligadas nas campanhas com recurso de local, e quem não quiser precisa desligar na conta

Essa pedia ação antes de 12 de outubro de 2026. O Google Ads criou as promoções automáticas, um recurso que lê as ofertas publicadas no site do anunciante, tipo "20% off" ou "compre um e leve dois", e monta sozinho o recurso de promoção do anúncio.
Quem entra: campanhas de Pesquisa e Performance Max com recurso de local vinculado e sem nenhum recurso de promoção manual. O objetivo declarado pelo Google é gerar resultado no online e na loja física.
O detalhe que importa: a adesão é automática. A partir de 12 de outubro de 2026, conta elegível pode ter promoção do site virando anúncio sem ninguém pedir.
E se a oferta do site estiver desatualizada? O Google diz que reconfere cada promoção em até 24 horas. Mesmo assim, aquele banner de campanha antiga esquecido na home é exatamente o tipo de coisa que vale conferir antes.
➡️ Como desligar: em Recursos, abre o menu de três pontos, entra nos recursos automáticos no nível da conta e desliga as promoções automáticas
➡️ Onde ver o que entrou: na seção Recursos, depois que a promoção começa a ter impressão
➡️ Atalho pra manter o controle: cadastrar a sua própria promoção manual, porque campanha com promoção manual fica fora da regra
Toda automação que chega ligada vira mais um item na sua conferência da semana.
Dá pra comparar título, descrição, imagem e vídeo, com o grupo travado enquanto o teste roda
Sabe aquele "troquei os criativos do PMax e o resultado melhorou... acho"? O Google Ads começou a liberar teste A/B dentro do grupo de recursos do Performance Max. Quem viu primeiro foi a especialista em mídia paga Bia Camargo, que postou no LinkedIn.
O que dá pra testar: título, descrição, imagem e vídeo. Na prática, conceito novo contra o atual, UGC contra peça produzida, ou o efeito de colocar vídeo onde não tinha.
A regra do jogo: enquanto o teste roda, o grupo de recursos fica travado pra edição. É isso que garante que a diferença no resultado veio do criativo testado.
➡️ Pra quem vale primeiro: conta com volume de conversão, porque teste com pouco dado demora pra responder
➡️ Antes de começar: combina com o cliente que o grupo fica parado até o fim do teste
➡️ Liberação gradual: no começo de outubro de 2026, o recurso ainda não tinha aparecido em todas as contas
Quando o cliente perguntar se o criativo novo funcionou, agora dá pra responder com número.
O YouTube mudou a recomendação pra priorizar conteúdo original

Em 1º de outubro de 2026, o YouTube anunciou que o sistema de recomendação do Shorts vai priorizar conteúdo original e reduzir o alcance de quem só reposta vídeo de outros criadores.
Quem perde: canais que vivem de agregar e repostar sem mudança relevante. Segundo o YouTube, usar trecho de outro criador continua valendo quando vem com comentário próprio, edição própria ou uma história em volta.
O Instagram fez o mesmo movimento em abril de 2026. Se algum cliente seu cresce com página de cortes, vale revisar a estratégia de Shorts antes que o alcance dê o aviso.
No vídeo curto, a voz própria da marca passou a valer alcance.
A atualização também mostra conversões além da meta otimizada e leva os anúncios pro Sudeste Asiático

Desde agosto de 2026, empresa brasileira pode anunciar no ChatGPT, como a gente contou na edição 178. Em 30 de setembro de 2026, a OpenAI mandou pros anunciantes um pacote de novidades focado em quem vende produto.
Campanha em lote: dá pra criar várias campanhas e grupos de anúncio de catálogo de uma vez, subindo uma planilha no Ads Manager. Os modelos de anúncio são gerados sozinhos. O caminho é Campanhas, Uploads em massa, Bulk sheet e o modelo de Product feed.
Status de revisão: a aba de produtos passou a mostrar em que pé está a revisão de cada item e por que um produto foi rejeitado.
Conversão além da meta: pela API de Insights, dá pra puxar as conversões atribuídas que vão além do objetivo da campanha. Você otimiza pra uma ação e ainda enxerga as compras atribuídas, sem mexer na otimização.
➡️ Segundo a OpenAI: os anúncios de catálogo estão entre os de melhor desempenho do programa até setembro de 2026
➡️ Cuidado com o nome: trocar o nome da marca no Ads Manager manda a conta pra revisão e pausa a veiculação até a aprovação
➡️ Mais países: Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã e Taiwan entraram na lista
O ChatGPT Ads está ganhando cara de vitrine, e quem tem catálogo bem cuidado sai na frente.
Kevin Indig e o VP de growth da Ramp explicam por que o modelo de atribuição virou muleta

Esse eu li com caneta na mão. O Kevin Indig, que liderou SEO e growth em empresas como Shopify e Atlassian, publicou na Growth Memo, a newsletter dele, um texto chamado "O colapso da atribuição". Escreveu junto com o George Bonaci, VP de growth da Ramp.
A tese é simples e incômoda: a tecnologia de medição evoluiu e, mesmo assim, a gente enxerga cada vez menos de onde vem o cliente. Resumo de IA responde sem clique, o iPhone deixou o usuário bloquear o rastreamento e a Meta passou a modelar conversão.
A parte que mais me pegou é uma fala do George: pra ele, o modelo de atribuição virou uma muleta que ocupa o lugar do pensamento crítico. Todo modelo erra em alguma medida, e o time dele discute os limites do modelo praticamente todo dia.
E o que fazer no lugar? Os dois propõem duas saídas:
➡️ Triangulação: cruzar três sinais com pontos cegos diferentes, como alcance, a resposta do cliente sobre como conheceu a marca e a venda registrada no CRM
➡️ Incrementalidade: comparar o resultado com e sem a ação, usando grupo de controle, teste por região ou liberação em fases
➡️ O tamanho do buraco: o texto cita dado do IAB em que 76% dos compradores de mídia nos EUA fazem teste de incrementalidade, e só 39% combinam isso com atribuição e MMM
Na minha opinião, o recado pra quem vive de performance é esse: o relatório da plataforma é um ponto de vista. Quanto mais fontes você cruza, menos refém dele você fica.
O print do Gerenciador é uma das testemunhas, então chama as outras pra depor.
Um guia rápido pra escolher qual evento disparar, com quais dados e em que ordem, agora que o envio sai direto do WhatsApp
O texto do Kevin termina num ponto que vale levar pra conta: de todos os sinais que você consegue cruzar, o mais valioso pro algoritmo é a venda que aconteceu de verdade. E pra quem vende pelo WhatsApp, esse sinal quase nunca chega no Google.
Na edição 193 eu contei que o Tintim passou a mandar esse evento pro Google Ads sozinho. Aqui quero ir no que decide se isso vira resultado: o que você manda e quando.
Por que a escolha da etapa pesa tanto? O Smart Bidding aprende com o evento que você entrega como conversão. Entregou conversa iniciada, ele vai buscar gente que puxa conversa. Entregou venda com valor, ele passa a procurar quem compra, e quem compra mais caro.
Qual etapa mandar? Depende do volume da conta:
➡️ Pouca venda por mês: comece por uma etapa intermediária, como lead qualificado ou proposta enviada. Lembra da edição 191? O aprendizado do Smart Bidding é documentado em até 50 conversões ou três ciclos de conversão
➡️ Venda recorrente: suba pra venda fechada com valor, o sinal mais próximo do faturamento
➡️ Uma ação por etapa: cada etapa vira uma ação de conversão no Google Ads, e você escolhe qual entra como principal no lance
E por que mandar o valor? Sem ele, uma venda de R$ 200 e uma de R$ 20 mil pesam igual pro algoritmo. Com o valor em reais indo junto, o ROAS desejado passa a trabalhar com faturamento real.

Quatro regras que evitam dor de cabeça:
➡️ Janela de 90 dias: o Google recusa venda registrada mais de 90 dias depois do clique, então ciclo longo pede uma etapa intermediária
➡️ Atraso de 6 horas: o Google exige esse intervalo antes do envio, e a data da conversão continua sendo a da venda
➡️ Sem contagem dupla: cada venda segue com um código de transação único, e uma etapa repetida não dispara de novo
➡️ Origem rastreável: o envio funciona pra conversa que chegou pelo link rastreável ou pelo botão com pixel do Tintim no site. A campanha de mensagem do Google, que abre o WhatsApp direto, fica fora da versão 1.33.0
E a privacidade do cliente? Na mudança de etapa feita no Tintim, nenhum telefone ou e-mail vai pro Google. Quando a mudança chega pela API, seguem só dados criptografados.
Como configurar: são quatro passos, feitos uma vez. Criar no Google Ads uma ação de conversão por importação de cliques, conectar a conta do Google Ads no Tintim, criar o evento com a plataforma Google Ads e associar esse evento às etapas da jornada de compra.
Na minha opinião, essa é a configuração com mais impacto pra fazer antes da Black Friday de 2026. Quem liga com antecedência chega no pico de novembro com o algoritmo treinado em venda.
Se você ainda não usa o Tintim, dá pra testar tudo isso por 7 dias no plano Escala, de graça.
Já é cliente? O passo a passo está na nota da release 1.33.0.
O algoritmo vai atrás do que você chama de conversão, então escolhe a etapa com carinho.
